Trump apreende urânio enriquecido da Venezuela em operação conjunta
EUA removem urânio venezuelano em operação histórica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sempre sonhou em remover do Irã o estoque de urânio altamente enriquecido, material que poderia ser usado para fabricar bombas atômicas. Agora, ele conseguiu apreender quilos desse material nuclear, mas na Venezuela. Nesta sexta-feira, 8, o Departamento de Energia americano anunciou que, graças à liderança decisiva de Trump, 13,5 kg de urânio foram retirados de um antigo reator de pesquisa em Caracas.

Operação conjunta e vitória internacional

O Departamento de Energia descreveu a operação conjunta, que envolveu também o Reino Unido e a própria Venezuela, como uma vitória para os Estados Unidos e o mundo. Brandon Williams, da Administração Nacional de Segurança Nuclear, afirmou que a remoção segura de todo o urânio enriquecido da Venezuela envia mais um sinal ao mundo de uma Venezuela restaurada e renovada. A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) confirmou que o material nuclear foi transportado com segurança por terra e mar da América do Sul para a América do Norte, mediante uma operação complexa e delicada.

Destino do material nuclear

O estoque agora reside em um complexo do Departamento de Energia americano na Carolina do Sul, após ter sido removido de um local a 15 km da capital venezuelana. Esse montante de 13,5 kg é uma fração dos 408 kg que o Irã mantém em seu poder, um dos principais alvos de Trump na guerra ao país persa. Até o momento, os esforços para forçar o Irã a entregar seu estoque estimado em 400 kg de urânio altamente enriquecido fracassaram.

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Aproximação Washington-Caracas

Após a controversa decisão de ordenar a captura de Nicolás Maduro, em 3 de janeiro, o governo Trump retomou as relações com seus antigos adversários em Caracas. O ocupante do Salão Oval reconheceu a antiga vice de Maduro, Delcy Rodríguez, como presidente interina, ao mesmo tempo que a ameaçou com um destino ainda pior do que o do ditador caso ela não aceitasse as exigências dos Estados Unidos. Desde então, ela iniciou um processo de abertura do país para empresas americanas de energia e mineração.

Visitas e reabertura de embaixada

Diversas figuras do gabinete de Trump viajaram à Venezuela, incluindo o diretor da CIA, John Ratcliffe, e o secretário de Energia, Chris Wright. A embaixada americana em Caracas foi reaberta. No final do mês passado, um voo comercial dos Estados Unidos pousou na nação sul-americana pela primeira vez em mais de sete anos. Líderes empresariais comemoraram o início de uma nova era nas relações comerciais, uma vez que a Venezuela possui as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.

Críticas de ativistas

Ativistas pró-democracia, porém, lamentaram a decisão de Trump de apoiar Rodríguez e marginalizar a líder da oposição exilada, María Corina Machado, que venceu o Prêmio Nobel da Paz de 2025. A operação de remoção do urânio é vista como um passo positivo para a segurança global, mas a aproximação política com o novo governo venezuelano gera controvérsias.

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