Os Estados Unidos estão em busca de apoio internacional para uma resolução nas Nações Unidas que exige que o Irã interrompa imediatamente os ataques e a minagem do estreito de Ormuz. A medida, que visa conter as tensões na região, enfrenta forte oposição de China e Rússia, que devem vetar a proposta no Conselho de Segurança da ONU.
Contexto da proposta
Diplomatas envolvidos nas negociações indicam que tanto Pequim quanto Moscou provavelmente usarão seu poder de veto para bloquear a resolução. Um veto chinês, em particular, pode ser embaraçoso para o presidente Donald Trump, que deve visitar a China na próxima semana para discutir, entre outros temas, a guerra com o Irã.
Reações internacionais
A agência Reuters informou que a proposta foi elaborada pelos EUA em conjunto com países do Oriente Médio e prevê a possibilidade de uso da força contra o Irã caso o país não cumpra as determinações. O secretário de Estado americano classificou a iniciativa como um "teste de utilidade" da ONU.
Enquanto isso, o Irã afirma que ainda avalia a proposta dos Estados Unidos. Segundo Teerã, as negociações continuam com a mediação do Paquistão. O preço do petróleo, que subiu com a interrupção do estreito de Ormuz desde o início do conflito, caiu com a expectativa de um possível acordo entre as partes.
Impactos e análises
Analistas apontam que a situação no estreito de Ormuz é crítica para o comércio global de petróleo. A região é responsável por cerca de um quinto do consumo mundial de petróleo, e qualquer interrupção prolongada pode causar impactos significativos na economia global.
O presidente Trump deve viajar para a China na próxima semana para tratar da guerra com o Irã e de outras questões bilaterais. A visita ocorre em um momento de tensão diplomática, com o possível veto chinês à resolução.



