O chefe do Comando Central dos Estados Unidos (Centcom), Brad Cooper, afirmou nesta segunda-feira, 4 de maio de 2026, que seis embarcações de pequeno porte do Irã foram destruídas por forças americanas. Além disso, mísseis de cruzeiro e drones foram interceptados. O ataque insere-se no âmbito do Projeto Liberdade, lançado pelo presidente Donald Trump no domingo, que tem como objetivo liberar a travessia de navios pelo Estreito de Ormuz, rota vital para o transporte internacional de petróleo, bloqueada por Teerã desde fevereiro.
Declarações de Brad Cooper
“A Guarda Revolucionária Islâmica lançou vários mísseis de cruzeiro, drones e pequenas embarcações contra navios que estamos protegendo. Derrotamos todas essas ameaças por meio da aplicação precisa de munições defensivas”, declarou Cooper. Ele também informou que a operação conta com 15 mil soldados, destróieres da Marinha dos EUA, mais de 100 aeronaves terrestres e marítimas e recursos submarinos. Cooper aconselhou “fortemente” que as forças iranianas recuem, advertindo que os comandantes americanos no local têm plena autoridade para defender suas unidades e a navegação comercial.
Esquema defensivo abrangente
O almirante explicou que os Estados Unidos não estão escoltando navios no sentido tradicional, mas sim oferecendo um arranjo defensivo maior, incluindo navios, aeronaves e estratégias de guerra eletrônica. “Se você está escoltando um navio, é como se estivesse jogando um contra um. Acho que temos um esquema defensivo muito melhor nesse processo. Temos um pacote defensivo muito mais abrangente do que teríamos se estivéssemos apenas escoltando”, completou.
Reação do Irã
Teerã rejeitou a declaração americana e afirmou que “a alegação dos Estados Unidos de que afundaram vários navios de guerra iranianos é falsa”. A TV estatal iraniana informou que a Marinha iraniana disparou mísseis de cruzeiro, foguetes e drones de combate perto dos destróieres — tiros de advertência que teriam feito os navios de guerra americanos recuarem com sucesso. Mais cedo, a agência de notícias iraniana Fars havia reportado que uma fragata dos Estados Unidos foi atacada com dois mísseis no Estreito, algo que o Centcom prontamente negou.
Mapa com linhas vermelhas
Ainda nesta segunda-feira, o Irã divulgou um mapa do Estreito de Ormuz com linhas vermelhas que marcam “a nova área sob gestão e controle” dos militares do país. O Exército iraniano advertiu que qualquer travessia deve ser coordenada com Teerã e que “qualquer força armada estrangeira — especialmente o agressivo Exército dos EUA — se pretender se aproximar ou entrar no Estreito de Ormuz será alvo e será atacada”. Pela rota passam 20% do petróleo e gás consumidos no planeta.
Guerra de versões
Ao longo da manhã, os Estados Unidos e o Irã travaram uma guerra de versões sobre o status da navegação em Ormuz. De acordo com o Exército americano, seus destróieres entraram no Golfo como parte de uma missão destinada a escoltar navios mercantes pelo estreito, garantindo a passagem segura de duas embarcações comerciais. Já a TV estatal iraniana sustentou que os mísseis e drones disparados perto dos destróieres foram tiros de advertência bem-sucedidos.



