Novas informações divulgadas nesta terça-feira, 5 de maio de 2026, sobre a queda do voo MU5735 da China Eastern Airlines, ocorrida em março de 2022, revelam que o combustível da aeronave foi cortado ainda em altitude de cruzeiro, antes do mergulho quase vertical que resultou na morte de 132 pessoas. Os dados foram extraídos de uma das caixas-pretas e divulgados pela National Transportation Safety Board (NTSB), órgão americano responsável por investigar acidentes de transporte.
Detalhes do incidente
Segundo os registros de voo, o avião voava a aproximadamente 8.839 metros de altitude quando os interruptores de combustível dos dois motores foram colocados na posição de corte. Essa ação interrompeu o fluxo necessário para o funcionamento das turbinas, causando perda imediata de potência. Sem propulsão, a aeronave entrou em um mergulho quase vertical, trajetória incomum e considerada extrema para padrões de acidentes aéreos. Todos os ocupantes faleceram.
Investigação em andamento
O voo MU5735 operava a rota entre Kunming e Guangzhou quando perdeu altitude abruptamente e deixou de responder aos controladores de tráfego aéreo. Investigações iniciais já haviam descartado problemas técnicos ou condições climáticas adversas. A análise da NTSB, que capta parâmetros técnicos e comandos da cabine, reforça a hipótese de interferência humana. De acordo com a agência de notícias britânica BBC, os dados sugerem que o desligamento não foi resultado de falha mecânica.
Próximos passos
O relatório não identifica responsáveis nem estabelece uma causa definitiva. O acionamento simultâneo dos dois interruptores em pleno voo é considerado um elemento relevante. Casos desse tipo costumam envolver múltiplas autoridades e podem levar anos até uma conclusão final. Até o momento, as autoridades chinesas não divulgaram um relatório independente com explicações detalhadas sobre o acidente.



