TSE mantém decisão e determina nova eleição para prefeitura de Bonito de Minas
O Plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, negar o recurso apresentado contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais. A ação judicial referia-se ao indeferimento do registro de candidatura de Dilson de Senhorinha, filiado ao partido União, que havia sido o candidato mais votado para o cargo de prefeito nas eleições municipais de 2024 em Bonito de Minas.
Motivo da inelegibilidade e consequências imediatas
De acordo com a fundamentação do TSE, a negativa do recurso baseou-se na inelegibilidade do candidato, decorrente de uma condenação por abuso de poder político durante as eleições de 2020. Essa condenação impediu a posse de Dilson de Senhorinha, que obteve 51,72% dos votos na última disputa eleitoral.
Com a decisão judicial, que ocorreu na sessão do dia 3 de setembro e é considerada irrecorrível, a cidade de Bonito de Minas terá que realizar uma eleição suplementar. A data para o novo pleito ainda não foi definida pelas autoridades eleitorais.
Interinidade e próximos passos
Desde janeiro de 2025, o cargo de prefeito no município está sendo ocupado de forma interina pelo presidente da Câmara Municipal. Conforme determinação do TSE, ele permanecerá no exercício da função até que a eleição suplementar seja realizada, garantindo a continuidade administrativa da cidade.
Este caso reforça a aplicação rigorosa da legislação eleitoral brasileira, especialmente em situações envolvendo condenações por infrações políticas, assegurando a lisura do processo democrático.