Comissão Parlamentar de Inquérito solicita ao Supremo Tribunal Federal a devolução de documentos confidenciais
O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), formalizou nesta sexta-feira, dia 13, um pedido direcionado ao novo relator do inquérito do Master, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça. A solicitação tem como objetivo principal a devolução integral para a comissão de todos os documentos classificados como sigilosos que estão relacionados ao Banco Master e ao seu proprietário, Daniel Vorcaro.
Contexto da disputa por documentos confidenciais
A CPMI havia conseguido, através de procedimentos legais, a quebra de diversos sigilos referentes ao Banco Master e a Daniel Vorcaro, como parte de suas investigações. No entanto, logo após a documentação chegar às mãos da comissão, o ministro Dias Toffoli, que atuava como relator do inquérito do banco na época, determinou que esses papéis fossem transferidos para a custódia do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Essa decisão gerou imediata insatisfação entre os membros da comissão parlamentar.
Carlos Viana já havia encaminhado anteriormente um pedido formal a Toffoli, solicitando a devolução dos sigilos que haviam sido quebrados. Em resposta, o então relator afirmou que só poderia atender ao pedido após o término das investigações conduzidas pela Polícia Federal, o que frustrou profundamente as expectativas da CPMI e atrasou seus trabalhos de apuração.
Expectativas renovadas com o novo relator do STF
Com a mudança na relatoria do caso para o ministro André Mendonça, a comissão deposita novas esperanças de que a decisão possa ser revista. O senador Carlos Viana expressou otimismo em relação à atuação do novo magistrado, destacando a qualidade do relacionamento e sua postura técnica.
"Nossa relação com o ministro André Mendonça é muito boa, ele é extremamente técnico em suas análises, e temos a esperança genuína de que ele decida a nosso favor. A decisão anterior do ministro Toffoli não possuía precedentes claros na jurisprudência, o que nos leva a acreditar em um desfecho mais favorável desta vez", afirmou o parlamentar em declaração à imprensa.
A CPMI aguarda agora o posicionamento oficial de André Mendonça, que terá a responsabilidade de analisar o pedido e determinar o destino dos documentos sigilosos. A expectativa é que uma decisão rápida possa permitir a retomada das investigações pela comissão, contribuindo para o avanço das apurações sobre as atividades do Banco Master e de Daniel Vorcaro no contexto do INSS.



