Trump adia ultimato ao Irã por duas semanas após tensão global com ameaça de 'civilização inteira'
Trump adia ultimato ao Irã após ameaça de destruição total

Crise internacional atinge ponto crítico com ameaça de Trump e recuo nas últimas horas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou na terça-feira (7) o adiamento por duas semanas do ultimato contra o Irã, condicionando a medida à reabertura completa do Estreito de Ormuz. A decisão ocorreu após horas de tensão global, quando Trump havia estabelecido prazo até as 21h (horário de Brasília) para que Teerã aceitasse um acordo com Washington e reabrisse a crucial rota petrolífera.

Ameaça que abalou o mundo

Na manhã de terça-feira, por volta das 9h06, Trump publicou na rede social Truth Social o que foi considerada a mais grave ameaça desde o início do conflito entre EUA-Israel e Irã. "Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada", escreveu o mandatário norte-americano, referindo-se aos iranianos.

O presidente dos EUA justificou o ultimato afirmando que "47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim" e expressou esperança de que "algo revolucionário e maravilhoso possa acontecer" com mudança de regime no país persa.

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Reação iraniana e mobilização popular

O Irã respondeu rapidamente às ameaças. Amir-Saeid Iravani, representante de Teerã na ONU, classificou as declarações de Trump como "incitação a crimes de guerra e potencialmente genocídio", alertando que o Irã exerceria seu direito de autodefesa.

Enquanto isso, a população iraniana mobilizou-se em apoio ao governo:

  • O regime convocou jovens, atletas, artistas e estudantes para proteger instalações estratégicas
  • Centenas formaram corrente humana ao redor da usina termoelétrica de Kazeroon, na província de Fars
  • Na capital Teerã, manifestantes foram às ruas com bandeiras e cartazes de apoio

O presidente iraniano Masoud Pezeshkian havia declarado horas antes que "mais de 14 milhões de iranianos valentes já declararam estar prontos para sacrificar suas vidas em defesa do Irã".

Reações internacionais e novos ataques

A ameaça de Trump gerou onda de condenações globais:

  1. ONU: Secretário-geral António Guterres expressou "preocupação muito séria" com declarações que sugeriam consequências para toda uma civilização
  2. Políticos americanos: Democratas como Kamala Harris chamaram as ameaças de "abomináveis", enquanto republicanos como o senador Ron Johnson alertaram sobre erro estratégico
  3. Vaticano: Papa Leão XIV classificou as ameaças como "inaceitáveis" e violações do direito internacional

Paralelamente, o conflito continuou escalando:

  • EUA realizaram novos bombardeios contra a ilha de Kharg, responsável por 90% das exportações petrolíferas iranianas
  • Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos
  • No Iraque, duas pessoas morreram após projétil atingir residência em Bagdá

Diplomacia de última hora e alertas de segurança

O primeiro-ministro do Paquistão, atuando como mediador, solicitou diretamente a Trump o adiamento do ultimato em duas semanas. Simultaneamente, pediu ao Irã a reabertura do Estreito de Ormuz pelo mesmo período como gesto de boa vontade.

Enquanto isso, agências de segurança dos EUA alertaram sobre hackers apoiados pelo Irã explorando falhas em sistemas de infraestrutura crítica, incluindo serviços de água, energia e órgãos governamentais.

No Brasil, embaixadas em Abu Dhabi, Doha, Kuwait e Bahrein emitiram alertas de segurança para cidadãos brasileiros na região, recomendando preparo e atenção devido à escalada das tensões.

Recuo estratégico e acordo temporário

Às 19h32, Trump anunciou no Truth Social a suspensão dos ataques por duas semanas, atendendo ao pedido das autoridades paquistanesas. "Concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas. Este será um CESSAR-FOGO de dois lados!", declarou o presidente.

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O mandatário norte-americano alegou que todos os objetivos militares dos EUA no Irã já haviam sido cumpridos e que as negociações para um acordo de paz definitivo estavam avançadas. Teerã confirmou imediatamente o acordo que permitirá a reabertura do Estreito de Ormuz pelo período inicial de duas semanas.

A tensão global, que havia levado até a TV israelense Channel 13 a fazer contagem regressiva ao vivo para o prazo das 21h, diminuiu momentaneamente, mas a situação permanece frágil com o cessar-fogo temporário estabelecido entre as partes em conflito.