Chefe da polícia iraniana autoriza tiros contra saqueadores durante guerra com EUA e Israel
Polícia iraniana autoriza tiros contra saqueadores em guerra

Chefe da polícia iraniana autoriza tiros contra saqueadores durante conflito bélico

O chefe da polícia iraniana, Ahmed Reza Radan, emitiu ordens explícitas para que agentes de segurança disparem contra qualquer indivíduo envolvido em atividades de saque durante o período de guerra contra Israel e Estados Unidos. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, exatamente uma semana após o início do conflito armado entre a coalizão ocidental e a nação persa.

Medidas extremas para manter a ordem interna

"Dado que estamos em uma situação de guerra, dei ordens para atirar contra possíveis ladrões", afirmou Radan em declaração à emissora estatal iraniana. Segundo o alto oficial policial, os saqueadores estão sendo "rapidamente neutralizados" pelas forças de segurança como parte dos esforços para evitar um cenário de instabilidade total após a perda do líder supremo Ali Khamenei.

O governo iraniano tem implementado uma série de medidas rigorosas para garantir a manutenção da ordem pública em meio ao caos gerado pelos conflitos armados. A morte do aiatolá Khamenei, ocorrida durante um ataque massivo promovido por Estados Unidos e Israel no sábado, 28 de fevereiro, criou um vácuo de poder que tem preocupado as autoridades locais.

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Controle digital e apagão da internet

Paralelamente às medidas policiais nas ruas, Teerã também está reforçando o controle sobre o ambiente digital. "Não permitiremos que um grupo de agentes pagos mine a unidade que o povo conquistou com o sangue de milhares de mártires, difundindo agitação", advertiu o chefe da polícia iraniana.

As autoridades já haviam impulsionado esforços anteriores para aumentar as restrições às redes sociais, alegando que as plataformas digitais eram utilizadas para "organizar e orientar atividades hostis" contra o governo. Em janeiro deste ano, o Irã determinou um apagão total da internet nos dias 8 e 9, durante uma onda de protestos que varria o país.

Na ocasião, o chefe de inteligência da Guarda Revolucionária, Majid Khademi, declarou que as medidas de suspensão da conectividade foram necessárias para evitar que agentes externos incentivassem "terrorismo urbano" e minassem a confiança pública no governo. A interrupção ocorreu em um momento no qual diferentes veículos internacionais e organizações de direitos humanos relatavam números expressivos de manifestantes mortos, feridos e detidos.

Consequências humanitárias do conflito

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o conflito entre Irã, Estados Unidos e Israel já resultou na morte de mais de 1.000 iranianos até o momento. O êxodo populacional também se tornou uma realidade preocupante, com pelo menos 100 mil moradores abandonando a capital Teerã, que vem sendo alvo constante de bombardeios aéreos.

As vítimas fatais se estendem além das fronteiras iranianas. No Líbano, ataques de Israel contra o grupo Hezbollah causaram a morte de 77 pessoas. Em território israelense, pelo menos dez civis perderam a vida devido a disparos iranianos, enquanto seis soldados americanos pereceram na operação militar batizada "Fúria Épica".

Em retaliação aos ataques iniciais, Teerã bombardeou pelo menos nove países diferentes no Oriente Médio, buscando atingir bases militares e embaixadas americanas na região. O conflito continua a se intensificar, com ambas as partes adotando medidas cada vez mais extremas para garantir seus objetivos estratégicos e manter o controle sobre suas populações.

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