ONU convoca reunião urgente após ataques dos EUA e Israel contra o Irã
ONU convoca reunião urgente após ataques EUA-Israel ao Irã

ONU convoca reunião urgente do Conselho de Segurança após ataques contra o Irã

O Conselho de Segurança das Nações Unidas realizará uma sessão de emergência neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, às 18h (horário de Brasília), para discutir a situação no Oriente Médio. A reunião foi convocada após ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, que atingiram alvos de alta importância no país.

Condenação internacional e apelos por moderação

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou veementemente a escalada da violência militar na região e pediu o cessar imediato dos combates. Em comunicado oficial, Guterres expressou profunda preocupação com o agravamento do conflito e suas consequências humanitárias.

O alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, lamentou os ataques e instou todas as partes a retornarem às negociações diplomáticas. "A escalada do conflito resultará em morte, destruição e sofrimento humano", alertou Turk, apelando para que as nações envolvidas usem a razão e reduzam as tensões.

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O governo brasileiro também se manifestou através do Ministério das Relações Exteriores, defendendo negociações pacíficas e apelando "a todas as partes que respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção".

Detalhes dos ataques e alvos

Os ataques aéreos coordenados pelos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, e por Israel tiveram como alvos principais:

  • O líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei
  • O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian
  • O Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas, Sayyid Abdolrahim Mousavi
  • O secretário do Conselho de Defesa do Irã, Ali Shamkhani
  • O secretário do Conselho de Segurança Nacional, Ali Larijani

Em resposta imediata, o Irã lançou mísseis e drones contra Israel e bases americanas no Oriente Médio. Fontes de inteligência indicam que Khamenei não estava em Teerã durante os ataques, tendo sido transferido para um local seguro. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, também foi confirmado como estando em segurança.

Contexto de negociações fracassadas

Os ataques ocorrem após o fracasso da última rodada de negociações entre EUA e Irã, realizada em Genebra na quinta-feira anterior. As discussões, que duraram seis horas, não apresentaram avanços concretos sobre a principal exigência americana: o desmantelamento completo do programa nuclear iraniano.

Trump justificou a ação militar afirmando: "Sempre foi política dos Estados Unidos, em particular da minha administração, que esse regime terrorista jamais poderá ter uma arma nuclear". O presidente americano fez referência à guerra de junho de 2025, quando os EUA bombardearam instalações nucleares e militares iranianas.

Tensão nuclear e acúmulo militar

A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) revelou em relatório reservado que o Irã estocou parte de seu urânio altamente enriquecido em uma área subterrânea do complexo nuclear de Isfahan. O material possui grau de pureza de até 60%, tecnicamente próximo dos 90% necessários para produção de armas nucleares.

Esta tensão se intensificou após a erosão do acordo de 2015 (Plano de Ação Conjunto Global), que impunha limites ao enriquecimento de urânio em troca de alívio de sanções. Desde a saída unilateral dos EUA do pacto durante o primeiro mandato de Trump, o Irã ampliou progressivamente seus níveis de enriquecimento.

Paralelamente às dificuldades diplomáticas, os Estados Unidos acumularam poderio bélico na região, enviando na quarta-feira, 25 de fevereiro, uma dúzia de caças F-22 para se juntarem a:

  1. Dois porta-aviões
  2. Doze contratorpedeiros
  3. Três embarcações de combate

Esta representa a maior força militar americana no Oriente Médio desde a invasão do Iraque em 2003, demonstrando a gravidade da situação que motivou a convocação urgente do Conselho de Segurança da ONU.

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