Taiwan detecta maior incursão aérea chinesa desde fevereiro com 32 aeronaves
Maior incursão aérea chinesa em Taiwan desde fevereiro

Taiwan detecta maior incursão aérea chinesa desde fevereiro com 32 aeronaves

De acordo com o boletim diário divulgado pelo Ministério da Defesa Nacional da República da China, citado pela agência de notícias EFE, as incursões ocorreram entre 6h de sexta-feira (19h em Brasília de quinta-feira) e 6h de sábado (19h em Brasília de sexta-feira). Nesse período, também foi detectada a presença de sete navios de guerra chineses em águas próximas da ilha de Taiwan.

Cruzamento da linha média do Estreito

Do total de aeronaves registradas, 16 cruzaram a linha média do Estreito de Taiwan, uma fronteira não oficial que durante décadas funcionou como uma linha de separação tácita entre os dois lados, e entraram em áreas ao norte, centro e sudoeste da Zona de Identificação de Defesa Aérea (ADIZ) de Taiwan.

Diante desses movimentos, as Forças Armadas de Taiwan mobilizaram caças, navios da Marinha e sistemas de mísseis terrestres para acompanhar a situação e responder caso fosse necessário, informou o ministério.

Maior número desde fevereiro

Este é o maior número de aeronaves chinesas detectadas por Taiwan desde 25 de fevereiro, quando o Ministério da Defesa da ilha informou sobre a presença de 30 aeronaves no que a China descreveu na época como uma “patrulha conjunta de preparação para combate”.

Entre o fim de fevereiro e o início de março, Taiwan registrou uma atividade aérea chinesa muito menor do que o habitual, com vários dias sem relatos de incursões.

Contexto da tensão territorial

A China considera Taiwan uma de suas províncias, cuja soberania não reconhece, enquanto o governo taiwanês afirma que a ilha é um território autônomo com sistema político e militar próprios.

Nos últimos anos, Pequim aumentou a pressão militar ao redor de Taiwan, enviando quase diariamente aviões e navios de guerra para as proximidades da ilha — uma estratégia que Taipé denuncia como parte de uma campanha de intimidação destinada a desgastar suas forças armadas e reforçar as reivindicações territoriais chinesas.

Este episódio recente destaca a escalada contínua de tensões na região, com Taiwan mantendo vigilância constante para proteger sua soberania e segurança nacional.