Novo líder supremo do Irã promete vingança e ameaça EUA em primeiro pronunciamento
Líder supremo do Irã promete vingança e ameaça EUA

Novo líder supremo do Irã promete vingança e ameaça bases americanas em primeiro pronunciamento

O novo líder supremo do Irã, Motjaba Khamenei, fez seu primeiro pronunciamento público desde que foi escolhido para o cargo há seis dias, divulgando uma mensagem nas redes sociais nesta quarta-feira (18) através da televisão estatal iraniana. Na declaração, ele afirmou categoricamente que Teerã não irá renunciar à vingança pelo sangue dos mártires, utilizando a foto de um bebê morto na guerra para ilustrar seu post, que também citou o assassinato de seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, no primeiro dia de ataques dos Estados Unidos e Israel.

Mensagem de vingança e ameaças aos Estados Unidos

Motjaba Khamenei deixou claro que a vingança planejada pelo Irã não se limita apenas ao martírio do grandioso líder da Revolução, mas abrange cada membro da nação que seja martirizado pelo inimigo, tornando-se um caso independente no dossiê da vingança. Ele reforçou que uma parte limitada dessa vingança já se concretizou, mas enquanto não for plenamente realizada, esse dossiê continuará acima dos demais. O líder iraniano também fez ameaças diretas aos Estados Unidos, anunciando que todas as bases americanas na região devem ser fechadas imediatamente e serão atacadas, mantendo o Estreito de Ormuz fechado como um instrumento de pressão contra o inimigo.

Contexto do pronunciamento e apoio da Frente de Resistência

O pronunciamento ocorre em um momento de tensão elevada, com o Irã sendo pressionado por países vizinhos, alvos dos ataques retaliatórios iranianos contra os EUA e Israel desde o início da guerra. Khamenei defendeu a ofensiva de Teerã, afirmando que o país acredita na amizade com esses vizinhos e, por isso, está atingindo apenas bases militares, mas que é inevitável continuar. Ele ainda agradeceu aos combatentes da Frente de Resistência, incluindo grupos extremistas como o libanês Hezbollah e o palestino Hamas, descrevendo-os como os melhores amigos do Irã e partes inseparáveis dos valores da Revolução Islâmica.

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Ferimentos e reações internacionais

Pouco antes do discurso, Motjaba criou um perfil oficial nas redes sociais e divulgou sua assinatura, junto com as de seus dois antecessores. No entanto, há relatos de que o novo líder supremo ficou levemente ferido no primeiro dia da guerra, mesmo dia em que seu pai morreu na ação conjunta de EUA e Israel. O governo iraniano afirmou que ele está são e salvo, mas uma autoridade islamentar de alto escalão revelou que Mojtaba foi ferido nas pernas, o que explicaria a falta de aparições públicas. A mídia estatal iraniana o chamou de veterano de guerra ferido, e a Komiteh Emdad usou o termo persa para veterano ferido em guerra ao parabenizá-lo pela eleição.

Perfil de Motjaba Khamenei e perspectivas futuras

Considerado linha-dura, Mojtaba Khamenei foi escolhido pelos aiatolás da Assembleia de Especialistas, em uma decisão vista como um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que queria influenciar a escolha do novo líder iraniano. Trump afirmou que as forças americanas derrubaram a liderança do Irã duas vezes e declarou que Mojtaba não durará muito sem aprovação dos Estados Unidos. Autoridades iranianas de alto escalão acreditam que seu mandato pode resultar em uma postura mais agressiva no exterior e repressão interna mais rígida, com o ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, afirmando que qualquer líder nomeado pela atual liderança iraniana será um alvo inequívoco para eliminação.

Em sua mensagem integral, Motjaba Khamenei detalhou planos para ativar outras frentes de conflito, nas quais o inimigo possui pouca experiência e será extremamente vulnerável, caso a situação de guerra persista. Ele também exigiu compensação do inimigo por crimes como o ataque à escola Shajareh Tayyebeh em Minab, ameaçando tomar ou destruir bens americanos se necessário. O líder supremo enfatizou a união dos componentes da Frente de Resistência como crucial para livrar-se da sedição sionista, citando exemplos como o Iêmen, o Hezbollah e a resistência do Iraque.

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