Israel elimina líderes iranianos em ataques desde fevereiro, escalando guerra no Oriente Médio
A guerra no Oriente Médio, desencadeada por ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irã a partir de 28 de fevereiro, tem como alvo a cúpula política, militar e de segurança da nação persa, resultando na morte de nomes centrais do regime dos aiatolás. No episódio mais recente, Ali Larijani, o poderoso chefe do Conselho Supremo de Segurança do Irã, foi assassinado por um bombardeio israelense nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
Lista de líderes iranianos mortos nos ataques
De acordo com o governo israelense, a primeira onda de ataques matou ao menos sete altos funcionários de defesa e inteligência, além de atingir cerca de 30 líderes militares e civis. Entre os mortos estão:
- Ali Shamkhani, principal conselheiro de segurança
- Mohammad Pakpour, comandante da Guarda Revolucionária
- Abdolrahim Mousavi, chefe do Estado-Maior das forças armadas
- Aziz Nasirzadeh, então ministro da Defesa
- Majid ibn al-Reza, morto em 3 de março, apenas um dia após sua nomeação para o Ministério da Defesa
Nos dias seguintes, os ataques continuaram a atingir posições estratégicas, com Israel afirmando ter eliminado outros oficiais de alto escalão em operações no Líbano e em território iraniano.
Ataques em Beirute e promessas de vingança
Em 3 de março, Reza Khazaei, integrante da Força Quds da Guarda Revolucionária, foi morto em um ataque em Beirute, no Líbano. A capital libanesa voltou a ser alvo em 8 de março, quando um ataque com drones atingiu um hotel e matou quatro oficiais iranianos:
- Majid Hassini
- Ali Reza Bi-Azar
- Ahmad Rasouli
- Hossein Ahmadlou
Dias depois, em 12 de março, Israel anunciou a morte de Abu Dhar Mohammadi, responsável por operações da unidade de mísseis da Guarda Revolucionária dentro do Hezbollah, milícia financiada pelo Irã, também em Beirute.
Após a morte de Ali Larijani, o comandante do Exército do Irã, Amir Hatami, prometeu vingança nesta quarta-feira, 18 de março, e afirmou que a resposta ao assassinato será "decisiva". Já o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, declarou que a morte do chefe da segurança não vai desestabilizar o sistema político de Teerã, mas advertiu que ninguém escapará das consequências da guerra.
Funerais e alertas sobre consequências globais
O funeral de Larijani está marcado para esta quarta em Teerã, segundo as agências iranianas Fars e Tasnim. A cerimônia acontecerá ao mesmo tempo que os funerais do comandante da força paramilitar basij, Gholamreza Soleimani, que também foi morto na terça-feira, e dos mais de 80 marinheiros da fragata afundada por um submarino americano há duas semanas nas costas do Sri Lanka.
Araghchi emitiu um alerta sombrio: "A onda de consequências mundiais está apenas começando e afetará a todos, sem distinção de riqueza, religião ou raça". Esta declaração reflete a escalada da tensão regional, com o Irã prometendo retaliações que podem ter impactos além das fronteiras do Oriente Médio.



