Israel divulga imagens de ataque a alvos no Irã em ação militar preventiva
Israel divulga imagens de ataque a alvos no Irã

Israel divulga imagens de ataque a alvos no Irã em ação militar preventiva

Israel divulgou imagens de um ataque a alvos no Irã, ocorrido na manhã deste sábado (28/2), em uma ação coordenada com os Estados Unidos. Esta decisão mergulha as nações em uma nova guerra, criando um momento extremamente perigoso com consequências imprevisíveis para a região e o mundo.

Justificativa e contexto do ataque

Israel usou a palavra "preventivo" para justificar seu ataque, mas as evidências indicam que esta não é uma resposta a uma ameaça iminente. Em vez disso, trata-se de uma guerra de escolha, onde Israel e os EUA calcularam que o regime islâmico no Irã está vulnerável devido a uma grave crise econômica, repressão a manifestantes e defesas danificadas pela guerra de junho de 2025.

Em declarações, o presidente Donald Trump e o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmaram que o Irã representa um perigo, com Trump destacando um risco global. No entanto, é difícil aplicar a justificativa legal da legítima defesa, dada a enorme disparidade de poder entre os EUA e Israel contra o Irã.

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Objetivos políticos e estratégicos

Benjamin Netanyahu, que considera o Irã o inimigo mais perigoso de Israel há décadas, vê esta como uma oportunidade para causar danos máximos ao regime em Teerã e à capacidade militar iraniana. Netanyahu também enfrenta eleições gerais este ano, e evidências de guerras anteriores sugerem que ele acredita que sua posição política se fortalece durante conflitos.

Os objetivos de Donald Trump têm oscilado, com ele falando sobre perigos nucleares do Irã, mesmo após declarar que o programa nuclear iraniano foi "aniquilado" na guerra de junho passado. Em um vídeo, Trump disse ao povo iraniano que "a hora da liberdade" estava próxima, ecoando mensagens similares de Netanyahu sobre derrubar o regime.

Consequências e desafios internacionais

Este ataque é mais um golpe para o já frágil sistema de direito internacional. Não há precedentes de mudança de regime ocorrendo apenas por ataques aéreos, como visto nos casos do Iraque e da Líbia, que resultaram em colapso estatal, guerra civil e milhares de mortes.

O regime islâmico no Irã não será facilmente substituído por uma democracia liberal, pois não há um governo alternativo credível no exílio. O regime criou um sistema político complexo sustentado por ideologia, corrupção e uso da força, demonstrando em janeiro sua disposição para reprimir manifestantes com violência.

Reações e cenários futuros

Talvez os EUA e Israel estejam tentando assassinar o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei, mas o regime iraniano é um Estado, não um movimento armado, e sua liderança seria substituída. Trump ofereceu imunidade às forças de segurança iranianas se depusessem armas, mas é improvável que o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica aceite, dado o tema do martírio na ideologia xiita.

À medida que a crise se intensifica, há sinais de que a liderança em Teerã considerava a guerra inevitável. Negociações anteriores falharam, com os EUA exigindo restrições inaceitáveis ao programa de mísseis e aliados regionais do Irã. Vizinhos como a Arábia Saudita ficarão consternados com a incerteza, e a guerra renovada aprofunda a instabilidade no Oriente Médio e globalmente.

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