Ataques israelenses no sul do Líbano deixam 14 mortos e agravam crise humanitária
Um novo ciclo de violência no sul do Líbano resultou em 14 mortes em diferentes localidades, incluindo quatro crianças, segundo dados do Centro de Operações de Emergência do Ministério da Saúde libanês. Os ataques, realizados por Israel, também deixaram sete pessoas feridas, conforme informou a Agência Nacional de Notícias do Líbano (NNA), citada pela agência espanhola EFE.
Detalhes dos ataques em diferentes cidades
O primeiro ataque ocorreu no bairro da cidade de Nabatieh, onde sete pessoas perderam a vida, incluindo as quatro crianças. Posteriormente, quatro pessoas morreram e duas ficaram feridas em um ataque na cidade de Sidon. Em Al Qatrani, também no sul do país, outras três pessoas foram mortas em um bombardeio israelense.
Contexto do conflito e envolvimento do Hezbollah
O grupo xiita libanês Hezbollah arrastou o Líbano para a guerra no Oriente Médio em 2 de março, quando lançou mísseis contra Israel em resposta à morte de Ali Khamenei, líder iraniano morto no primeiro dia da ofensiva israelo-americana contra Teerã. Desde então, os bombardeios de Israel contra o Líbano causaram pelo menos 826 mortes e mais de 800 mil deslocados, segundo um balanço divulgado no sábado pelas autoridades libanesas.
Manobras psicológicas e apelos internacionais
Na sexta-feira, aeronaves israelenses lançaram panfletos em diferentes bairros de Beirute pedindo o desarmamento do Hezbollah, acusando o grupo de agir como um escudo do Irã. Israel também solicitou aos libaneses que exijam estabilidade para o país. Paralelamente, o secretário-geral da ONU, António Guterres, visitou Beirute em solidariedade ao povo libanês, afirmando que foram arrastados para a guerra sem desejar.
"Minha mensagem às partes em conflito é clara: parem os confrontos, parem os bombardeios. Não há solução militar. Apenas diplomacia, diálogo e a aplicação integral da Carta das Nações Unidas e das resoluções do Conselho de Segurança", declarou Guterres em Beirute.
Panorama da guerra no Oriente Médio
O atual conflito no Líbano faz parte da guerra em curso no Oriente Médio, desencadeada pela ofensiva que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irã em 28 de fevereiro. Teerã respondeu com ataques contra países da região, incluindo bases norte-americanas e alvos israelenses. O Líbano é o segundo país com mais mortes nessa guerra, atrás apenas do Irã, onde mais de 1.200 pessoas morreram, segundo balanços preliminares.
A situação humanitária no Líbano continua a se deteriorar, com deslocamentos em massa e infraestrutura danificada, enquanto as tensões regionais permanecem elevadas sem perspectivas imediatas de resolução diplomática.
