Israel determina expansão de operações militares no Líbano após ataques do Hezbollah
As Forças Armadas de Israel receberam instruções para ampliar significativamente as operações militares no território libanês, conforme anunciou nesta quinta-feira (12) o ministro da Defesa israelense, Israel Katz. A decisão ocorre em resposta a uma nova onda de ataques com foguetes lançados pelo grupo extremista Hezbollah contra Israel na noite de quarta-feira (11).
Advertência ao governo libanês e preparação militar
Katz afirmou ter alertado formalmente o governo do Líbano sobre a necessidade de controlar seu território e impedir as ações do Hezbollah. "Alertei o presidente do Líbano que, se o governo não souber controlar o território e impedir o Hezbollah de ameaçar as comunidades do norte e disparar contra Israel, tomaremos o território e faremos isso nós mesmos", declarou o ministro israelense.
O ministro acrescentou que ele e o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, determinaram que o Exército se prepare para expandir as operações militares no país vizinho. O objetivo declarado é restabelecer a segurança nas comunidades do norte de Israel, que têm sido alvo constante de ataques.
Resposta israelense e evacuações ampliadas
"O Hezbollah lançou ontem uma forte barragem de foguetes contra o Estado de Israel. As Forças de Defesa de Israel responderam com força em Dahiyeh e contra alvos do Hezbollah em todo o Líbano", explicou Katz durante seu pronunciamento.
Após as declarações do ministro, o Exército israelense emitiu novas ordens de evacuação para áreas do sul do Líbano, ampliando consideravelmente a zona que os moradores devem abandonar. As forças orientaram que a população se desloque para regiões ao norte do rio Zahrani.
De acordo com um mapa divulgado na rede social X por um porta-voz militar, as áreas destacadas em vermelho indicam que aproximadamente 10% do território libanês já foi alvo de ordens de evacuação emitidas por Israel.
Ataques do Hezbollah e números do conflito
O Hezbollah afirmou na noite de quarta-feira que disparou dezenas de foguetes contra Israel na maior operação do grupo desde o início do atual conflito. Em comunicado, a milícia declarou que a ofensiva foi uma resposta aos ataques israelenses contra cidades e bairros do sul de Beirute.
Segundo o governo israelense, aproximadamente 200 foguetes e cerca de 20 drones foram lançados contra o país durante a noite, em uma ação coordenada com ataques vindos do Irã, que teriam incluído também mísseis balísticos. O Hezbollah e o governo iraniano não confirmaram esses números.
O ministro da Informação do Líbano informou que os ataques israelenses já deixaram pelo menos 687 mortos no país desde 2 de março. Entre as vítimas estão 98 crianças e 52 mulheres, conforme dados apresentados.
Crise humanitária e deslocamento em massa
Na quarta-feira, a ministra de Assuntos Sociais do Líbano, Haneen Sayed, afirmou que o número de deslocados internos já chega a 816 mil pessoas. Desse total, cerca de 126 mil estão abrigadas em centros de acolhimento, evidenciando a grave crise humanitária que se desenvolve no país.
Contexto internacional do conflito
O Hezbollah entrou no conflito em apoio ao Irã, que foi alvo de ataques militares dos Estados Unidos e de Israel no início do mês. O presidente americano Donald Trump e o primeiro-ministro israelense Binyamin Netanyahu afirmam que a ofensiva busca enfraquecer o programa nuclear iraniano e promover mudanças no regime do país.
Durante os ataques, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, foi morto. Dias depois, seu filho Mojtaba Khamenei assumiu a liderança do país, marcando uma transição significativa no cenário político iraniano.
Conflito entra no 13º dia com escalada contínua
O conflito iniciado por Estados Unidos e Israel entra no 13º dia com uma série de desenvolvimentos preocupantes:
- Ataques a petroleiros no Golfo Pérsico
- Bombardeios contínuos no território iraniano
- Ofensiva militar ampliada no Líbano
- Tensão crescente no mercado internacional de petróleo
- Número de mortos continua aumentando em todos os fronts
A situação permanece extremamente volátil, com todas as partes envolvidas demonstrando determinação em continuar suas operações militares, enquanto a comunidade internacional observa com crescente preocupação o agravamento da crise na região.



