Presidente do Irã vê boas perspectivas para negociações nucleares com os Estados Unidos
Irã vê boas perspectivas em negociações nucleares com EUA

Presidente do Irã vê boas perspectivas para negociações nucleares com os Estados Unidos

Os Estados Unidos e o Irã realizaram nesta quinta-feira, 26 de fevereiro, mais uma rodada de negociações sobre o programa nuclear iraniano, considerada decisiva devido às ameaças militares do presidente norte-americano Donald Trump. O encontro, ocorrido em Genebra, na Suíça, foi pausado após cerca de três horas de tratativas, segundo agências de notícias internacionais, com previsão de retomada ainda no mesmo dia, conforme informou a agência iraniana Tasnim.

Detalhes das negociações e posições dos países

Nenhum dos dois países se pronunciou oficialmente sobre o resultado das negociações até o momento. Antes do encontro, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, afirmou que o Irã negociaria com seriedade e flexibilidade, focando apenas na questão nuclear e na remoção de sanções. O ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, que se encontrou com negociadores norte-americanos previamente, destacou que os envolvidos demonstraram uma abertura sem precedentes a ideias e soluções novas e criativas.

O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, expressou otimismo nesta semana, afirmando ver chances de um bom resultado e que o país busca um acordo justo com os EUA o mais rápido possível. Em contrapartida, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, alertou na quarta-feira que o governo iraniano enfrentará um grande problema se resistir a discutir o alcance de seus mísseis balísticos, embora tenha esperado uma reunião produtiva.

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Contexto de tensões e ameaças militares

Esta reunião é a terceira em menos de um mês, motivada por pressão militar de Trump contra o regime do aiatolá Ali Khamenei. O presidente norte-americano ameaça atacar o Irã caso as negociações fracassem, com base em relatos do jornal britânico The Guardian que indicam que Trump deve decidir sobre um possível ataque após avaliar os resultados do encontro. Os EUA exigem que o Irã interrompa o enriquecimento de urânio, temendo a construção de uma bomba nuclear, enquanto o governo iraniano defende que o programa tem fins pacíficos, voltados à produção de energia.

Além disso, os EUA buscam restringir o alcance dos mísseis balísticos iranianos e encerrar o apoio a grupos armados no Oriente Médio. O Irã, por sua vez, insiste que as negociações se limitem ao programa nuclear, oferecendo reduzir o nível de enriquecimento de urânio em troca do fim de sanções.

Histórico recente e escalada de conflitos

A última reunião entre os dois países ocorreu em 17 de fevereiro, também em Genebra, com ambos os lados relatando progresso. No entanto, as tensões persistem, com o Irã registrando protestos de estudantes recentemente, e o governo advertindo manifestantes para não ultrapassarem os limites. Em janeiro, uma onda de protestos resultou em milhares de mortos após repressão das forças de segurança.

As relações entre Irã e EUA são historicamente tensas, com desavenças desde a Revolução Islâmica de 1979. Durante o governo Obama, houve estabilização que levou ao acordo nuclear de 2015, mas Trump retirou os EUA do tratado em 2017, retomando sanções. Crises recentes incluem a morte do general Qassem Soleimani em 2020 e ataques militares no ano passado, com o Irã prometendo uma resposta feroz a qualquer agressão.

Movimentações militares e cenário atual

Em meio às negociações, Trump ordenou o envio de porta-aviões como o USS Abraham Lincoln e o USS Gerald R. Ford para o Oriente Médio, reforçando a presença militar norte-americana na região. O Irã, por sua vez, realizou exercícios militares conjuntos com Rússia e China. Com o prazo de negociações se esgotando na primeira semana de março, o mundo aguarda ansiosamente o desfecho dessas tratativas, que podem definir o rumo das relações internacionais e a paz na região.

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