Irã divulga mais de 3.300 mortos em guerra com Israel e EUA; trégua termina em breve
Irã tem 3.375 mortos em guerra com Israel e EUA; trégua acaba

Irã contabiliza 3.375 mortos em conflito com Israel e Estados Unidos

O chefe da Organização de Medicina Legal do Irã, Abbas Masjedi, divulgou que pelo menos 3.375 pessoas morreram no país desde o início da guerra provocada por ataques de Israel e dos Estados Unidos. Os dados, publicados pela agência Mizan, ligada ao poder judiciário iraniano, revelam que apenas quatro corpos desse total ainda não foram identificados, indicando um esforço significativo de reconhecimento das vítimas.

Perfil das vítimas e dúvidas sobre militares

Masjedi não especificou quantas vítimas eram civis ou integrantes das forças de segurança, mas informou que 2.875 mortos eram homens e 496 mulheres. Entre os falecidos, 383 tinham menos de 18 anos, destacando o impacto do conflito em jovens. Os números levantaram questões sobre a inclusão de militares entre os mortos, especialmente considerando os bombardeios intensos contra bases e instalações militares no território iraniano.

Duração do conflito e cessar-fogo

A ofensiva de Israel e dos Estados Unidos começou em 28 de fevereiro e durou 39 dias seguidos, até a entrada em vigor de um cessar-fogo de duas semanas, iniciado em 8 de abril. A trégua está prevista para terminar na próxima quarta-feira, podendo reacender as hostilidades se não houver avanços nas negociações.

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Justificativas e respostas iranianas

Os dois países justificaram a operação militar alegando falta de avanços nas negociações com o Irã para interromper o enriquecimento de urânio, parte do programa nuclear iraniano que Teerã afirma ter fins exclusivamente civis. Como resposta aos ataques, o Irã tomou medidas drásticas:

  • Fechou o Estreito de Ormuz, uma das principais rotas do comércio global de petróleo, causando impacto na economia mundial.
  • Lançou ofensivas contra alvos em Israel, bases militares dos Estados Unidos e estruturas civis em países da região, incluindo Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar, Kuwait, Jordânia, Omã e Iraque.

Impacto global e alertas internacionais

O conflito no Estreito de Ormuz elevou os preços do petróleo e ameaçou o abastecimento global, levando a Austrália a alertar para o "maior choque energético da sua história". O governo australiano descreveu o cenário como "altamente volátil" e está preparando medidas para conter os impactos, refletindo as preocupações internacionais com a escalada da violência.

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