Irã declara preparação para 'guerra longa' contra EUA e Israel, independentemente de custos
Irã se prepara para guerra longa contra EUA e Israel, diz chefe de segurança

Irã anuncia preparação para conflito prolongado contra potências ocidentais

O chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional iraniano, Ali Larijani, declarou nesta segunda-feira, 28 de março de 2026, que o Irã está completamente preparado e pronto para enfrentar uma "guerra longa" contra Estados Unidos e Israel. A afirmação ocorre após uma série de ataques militares contra território iraniano durante o final de semana anterior, que resultaram em significativas baixas entre as lideranças do país.

Defesa histórica e posição inflexível

Em publicação na rede social X, anteriormente conhecida como Twitter, Larijani enfatizou que "assim como nos últimos 300 anos, o Irã não começou esta guerra" e que as Forças Armadas do país apenas agiram em legítima defesa. O representante da segurança nacional iraniana destacou a determinação de seu governo em proteger o que chamou de "civilização de seis mil anos", independentemente dos custos envolvidos no conflito.

"Nós iremos nos defender e faremos nossos inimigos se arrependerem de seus erros de cálculo", afirmou Larijani em sua declaração pública, que rapidamente se tornou viral nas redes sociais internacionais. A postagem incluía uma imagem com a mensagem "Iran, unlike the United States, has prepared itself for a long war" (Irã, diferentemente dos Estados Unidos, preparou-se para uma guerra longa).

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Rompimento diplomático e acusações mútuas

Em declaração separada ainda na segunda-feira, Larijani foi categórico ao afirmar que Teerã "não negociará com os Estados Unidos", contradizendo diretamente afirmações do presidente americano Donald Trump sobre suposto interesse iraniano em retomar diálogos diplomáticos. O secretário iraniano acusou Trump de ter "mergulhado a região no caos com suas 'fantasias delirantes'" e sugeriu que o líder americano estaria preocupado com possíveis baixas entre tropas dos EUA.

No domingo anterior às declarações de Larijani, Donald Trump havia concedido entrevista ao jornal britânico Daily Mail onde projetou que os ataques ao Irã poderiam durar aproximadamente um mês. "Sempre foi um processo de quatro semanas. Imaginávamos que levaria cerca de quatro semanas", disse o presidente americano, acrescentando que "por mais forte que seja, é um país grande, levará quatro semanas - ou menos".

Contexto do conflito e respostas militares

Os ataques conjuntos de Estados Unidos e Israel contra o Irã ocorreram no sábado, 27 de março de 2026, resultando na morte de dezenas de comandantes militares, figuras políticas e, significativamente, do líder supremo iraniano, o aiatolá Ali Khamenei. Este evento representou um ponto de inflexão nas tensões já existentes na região do Oriente Médio.

Em resposta imediata aos ataques, o Irã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes contra bases americanas distribuídas por diversos países do Oriente Médio, incluindo Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Autoridades iranianas reiteraram publicamente que reservam o "direito legítimo de vingança" pelas ações das potências ocidentais.

A situação configura um dos momentos mais críticos nas relações internacionais desde o início da década, com especialistas alertando para possíveis escaladas que poderiam envolver outros atores regionais e globais. A postura inflexível de ambos os lados sugere que o conflito poderá, de fato, estender-se por período considerável, conforme antecipado pelas declarações de ambas as lideranças.

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