Irã decreta fechamento do Estreito de Ormuz e ameaça atacar navios, preço do petróleo em risco
O governo iraniano anunciou nesta segunda-feira, 2 de março, o fechamento total do Estreito de Ormuz, uma das rotas marítimas mais críticas para o transporte global de petróleo. A medida foi divulgada pela mídia estatal do país, que citou o comandante da Guarda Revolucionária afirmando que qualquer embarcação que tentar atravessar o local será incendiada.
Retaliação pela morte do líder supremo
O comunicado oficial descreve o fechamento como uma retaliação direta pela morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, em ataques coordenados pelos Estados Unidos e Israel. A unidade de elite do Corpo da Guarda Revolucionária emitiu uma declaração enfática, alertando que os "inimigos que mataram" Khamenei não estarão seguros "nem mesmo em casa".
Antes do anúncio formal, a Guarda Revolucionária já havia realizado um ataque com drones contra o petroleiro Athen Nova, que navegava pelo estreito. Fontes confirmadas pela agência Reuters validaram o incidente e o nome da embarcação atingida.
Impacto devastador no mercado de petróleo
O Estreito de Ormuz é uma passagem estratégica que concentra aproximadamente um quinto de todo o fluxo mundial de petróleo. Seu bloqueio representa uma ameaça iminente à estabilidade do mercado energético, com analistas projetando que o preço do barril de petróleo bruto pode alcançar a marca de US$ 100, devido à interrupção massiva das exportações.
As consequências econômicas seriam globais, afetando desde os preços dos combustíveis até a produção industrial em diversos países dependentes do petróleo do Oriente Médio.
Discurso de Trump intensifica a escalada do conflito
Em resposta às ações iranianas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, discursou publicamente na Casa Branca, defendendo a ofensiva norte-americana contra o Irã. Ele declarou que os ataques são "a nossa última e melhor chance de eliminar a ameaça do regime iraniano" e estimou que o conflito pode durar quatro ou cinco semanas ou mais.
Trump enumerou os objetivos militares dos EUA, que incluem:
- Destruir mísseis e desmantelar a Marinha iraniana
- Interromper as ambições nucleares do país
- Cortar o financiamento do governo iraniano a grupos terroristas
O presidente norte-americano também rejeitou qualquer possibilidade de retomar o diálogo com Teerã, afirmando: "Não dá lidar com essas pessoas". Ele celebrou a derrubada do acordo nuclear firmado durante o governo de Barack Obama e revelou que os EUA já afundaram pelo menos 10 navios iranianos.
Baixas e tensões crescentes
O conflito já registra quatro mortes confirmadas entre militares norte-americanos, com outros 18 soldados feridos em estado grave após retaliações iranianas, conforme reportado pela CNN Internacional. A cerimônia na Casa Branca, onde Trump concedeu medalhas a veteranos de guerra, serviu de palco para reforçar a postura belicista do governo.
Trump reiterou que o Irã estava expandindo "rapida e dramaticamente" seu programa de mísseis, representando uma ameaça colossal aos Estados Unidos, suas bases no Oriente Médio e à Europa. Ele assegurou que uma "grande leva de ataques ao Irã ainda está por vir", sinalizando que a escalada de hostilidades está longe do fim.
O fechamento do Estreito de Ormuz, combinado com as declarações inflamadas de ambos os lados, coloca o mundo diante de uma crise geopolítica de proporções alarmantes, com repercussões imediatas na economia global e na segurança internacional.
