Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques de EUA e Israel, afetando 20% do petróleo global
Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques de EUA e Israel

Irã fecha Estreito de Ormuz após ataques de EUA e Israel, afetando 20% do petróleo global

A Guarda Revolucionária iraniana bloqueou completamente o Estreito de Ormuz neste sábado, 28 de fevereiro de 2026, em resposta direta aos ataques aéreos realizados pelos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano. A medida representa uma escalada significativa nas tensões geopolíticas da região e tem impacto imediato no mercado energético mundial.

Bloqueio total do corredor estratégico

Segundo informações da agência de notícias Reuters, a Guarda Revolucionária transmitiu por rádio VHF a ordem de que "nenhum navio está autorizado a passar pelo Estreito de Ormuz" até nova determinação. A comunicação, atribuída diretamente à força militar iraniana, estabelece um bloqueio efetivo dessa via marítima crucial.

O governo do Irã, contudo, não confirmou oficialmente o fechamento do estreito. Uma fonte oficial em Teerã chegou a negar que a ordem esteja sendo repassada aos navios, criando uma situação de ambiguidade sobre a implementação total da medida.

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Impacto no mercado global de energia

O Estreito de Ormuz é considerado um dos pontos mais sensíveis da geopolítica energética mundial. Estimativas de organismos internacionais especializados indicam que aproximadamente 20% do petróleo comercializado globalmente passa por esse corredor marítimo.

O estreito, com pouco mais de 30 quilômetros em seu ponto mais estreito, conecta os grandes produtores do Golfo Pérsico - como Arábia Saudita, Irã, Iraque e Emirados Árabes Unidos - ao Golfo de Omã e ao Mar Arábico. Sua importância estratégica é inquestionável:

  • Canais de navegação limitados para entrada e saída de navios-tanque
  • Principal rota de exportação para países asiáticos, maiores importadores de petróleo
  • Histórico de volatilidade nos preços do petróleo quando há ameaças de bloqueio

Contexto de tensões crescentes

O fechamento ocorre após uma série de desenvolvimentos militares na região:

  1. Ataques aéreos dos EUA e Israel: O presidente norte-americano Donald Trump confirmou os ataques, afirmando que o objetivo é "defender o povo americano e garantir que o Irã não terá uma arma nuclear".
  2. Retaliação iraniana: O Irã respondeu lançando ataques contra instalações militares americanas no Bahrein, Kuwait e Catar, além de disparar mísseis e drones contra Israel.
  3. Defesa regional: O Ministério da Defesa do Catar afirmou que suas Forças Armadas derrubaram vários mísseis antes que alcançassem seu espaço aéreo.

Precedentes e preocupações

Na semana anterior ao bloqueio, o governo iraniano já havia anunciado o fechamento temporário de trechos do Estreito de Ormuz por "precauções de segurança" durante exercícios militares conduzidos pela Guarda Revolucionária na região.

Historicamente, ameaças de bloqueio ou incidentes no estreito provocaram:

  • Altas significativas nos preços internacionais do petróleo
  • Volatilidade em bolsas asiáticas e europeias
  • Apreensão entre companhias de navegação e importadores de energia

Nos últimos anos, confrontos indiretos entre o Irã e seus adversários regionais incluíram apreensões de navios e episódios de troca de acusações sobre sabotagem a embarcações. A presença de forças navais dos Estados Unidos e aliados europeus no Golfo Pérsico é justificada por Washington como forma de proteger a liberdade de navegação.

Posicionamento oficial do Irã

O Ministério das Relações Exteriores do Irã confirmou a retaliação aos ataques, afirmando que o país "não hesitará" em sua resposta. Em comunicado publicado na rede social X, o ministério declarou:

"Chegou a hora de defender a pátria e enfrentar o ataque militar do inimigo. Assim como estávamos preparados para negociações, estivemos ainda mais preparados para a defesa em todos os momentos. As forças armadas da República Islâmica do Irã responderão de forma decisiva aos agressores, com plena autoridade."

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Ainda não há informações detalhadas sobre possíveis danos causados pelos ataques recíprocos ou sobre a duração prevista do bloqueio do Estreito de Ormuz. A situação continua em desenvolvimento, com monitoramento constante por parte de governos, empresas de navegação e analistas do mercado energético mundial.