Irã mantém postura desafiante após ameaças de Trump e adiamento de ultimato
Irã desafia Trump após adiamento de ultimato em conflito

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta terça-feira (7) o adiamento por duas semanas do ultimato contra o Irã. Horas antes, em tom ameaçador, ele declarou que uma "civilização inteira" poderia perecer em ataques norte-americanos. O Irã respondeu afirmando que tais falas configuram "crimes de guerra e potencialmente genocídio".

Linha do tempo do conflito de 38 dias

28 de fevereiro: Ataque coordenado e morte de Ali Khamenei

Na madrugada de 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel realizaram um ataque coordenado contra o Irã, com explosões registradas em Teerã e outras cidades. O líder supremo iraniano, Ali Khamenei, foi morto no primeiro dia, conforme confirmado pelas autoridades. O ataque também deixou mais de 200 mortos e 700 feridos, incluindo mais de 100 crianças em uma escola atingida ao lado de uma base da Guarda Revolucionária. Um vídeo verificado pelo The New York Times indicou o uso de um míssil Tomahawk, arma comum dos EUA.

1º de março: Hezbollah entra no conflito

O grupo Hezbollah disparou drones e foguetes contra Israel em apoio ao Irã, levando o Líbano ao conflito. Israel retaliou com ataques aéreos a Beirute, causando 31 mortes e 149 feridos. No mesmo dia, três jatos F-15 dos EUA foram abatidos por engano pelo Kuwait.

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2 de março: Fechamento do Estreito de Ormuz

O Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, ameaçando incendiar navios que tentassem passar. Os preços do petróleo dispararam, e uma refinaria na Arábia Saudita foi atingida por um ataque de drone.

3 de março: Ataques a assembleia e navio

Israel atacou o prédio da Assembleia dos Peritos do Irã, responsável por escolher o próximo líder supremo. Enquanto isso, um submarino dos EUA afundou um navio iraniano no Oceano Índico, matando dezenas de militares.

4 de março: Míssil interceptado pela Otan

Um míssil balístico iraniano foi destruído por sistemas da Otan ao passar pela Turquia. O Irã negou o lançamento, e a Turquia afirmou não haver vítimas.

6 de março: Trump fala sobre acordo

Em um post na Truth Social, Trump declarou que só aceitaria um cessar-fogo com a "rendição incondicional" do Irã, prometendo trabalhar para "tirar o Irã da beira da destruição".

8 de março: Novo líder supremo

A Assembleia de Especialistas nomeou Mojtaba Khamenei, de 56 anos, como novo líder supremo do Irã, buscando continuidade diante dos ataques.

9 de março: Guerra de narrativas

A Guarda Revolucionária iraniana afirmou que o país determinará o fim da guerra, após Trump declarar que o conflito estava "praticamente concluído".

11 de março: Liberação de petróleo e condições para paz

A Agência Internacional de Energia anunciou a maior liberação de reservas de petróleo da história (400 milhões de barris) para conter a alta dos preços. O Irã mencionou pela primeira vez o fim da guerra, exigindo três condições: reconhecimento de seus direitos, reparações por danos e garantias internacionais contra agressões.

12 de março: Pronunciamento de Mojtaba Khamenei

Em sua primeira mensagem, o novo líder supremo ameaçou atacar bases americanas e prometeu vingar os "mártires" iranianos. A guerra foi descrita como causadora da maior interrupção no fornecimento de petróleo da história.

15 de março: Trump descarta acordo

Trump afirmou que as condições não eram suficientes para um acordo, dizendo que os EUA continuariam a ofensiva e poderiam bombardear alvos iranianos "apenas por diversão". O Irã advertiu que intervenções externas provocariam uma escalada.

18 de março: Vaticano pede fim da guerra

O secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, pediu diretamente a Trump que interrompesse a guerra, alertando sobre o perigo de escalada e pedindo para poupar o Líbano.

20 de março: Ataque no Oceano Índico

Um ataque de mísseis iranianos a uma base militar na ilha Diego Garcia, a 4 mil km do território iraniano, acendeu alertas na Europa sobre a capacidade de atingir alvos distantes.

21 de março: Guerra pode se prolongar

Trocas de ataques em instalações nucleares colocaram o mundo em alerta. O Pentágono pediu US$ 200 bilhões para financiar a guerra, com o secretário de Defesa afirmando que "matar homens maus custa caro".

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22 de março: Irã atinge caça F-15

A Guarda Revolucionária afirmou ter atingido um caça F-15 "inimigo" próximo à ilha de Ormuz, usando sistemas de defesa aérea.

23 de março: Trump adia ataques

Trump adiou por cinco dias ataques a instalações de energia do Irã, citando "conversas muito boas e produtivas". O Irã negou negociações, atribuindo o recuo a ameaças de Teerã.

24 de março: Aprovação de Trump cai

A aprovação do governo Trump caiu para 36%, o menor nível do segundo mandato, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

28 de março: Um mês de guerra

Em um mês, o conflito deixou mais de mil soldados iranianos mortos e mais de 300 militares dos EUA feridos, a maioria com lesões leves.

2 de abril: Suspeitas de uso de crianças

A morte de um menino de 11 anos em Teerã levantou suspeitas sobre o recrutamento de menores, com relatos de crianças armadas em postos de controle.

3 de abril: Irã abate segundo caça F-35

O Irã afirmou ter abatido um segundo caça F-35 dos EUA, publicando fotos de destroços e prometendo recompensa por militares norte-americanos.

4 de abril: Novo prazo de 48 horas

Trump deu 48 horas para o Irã reabrir o Estreito de Ormuz, ameaçando novos ataques. O Irã autorizou a passagem de navios com bens essenciais, sob coordenação.

5 de abril: Resgate de piloto

Os EUA resgataram um piloto de F-15 atingido pelo Irã, com Trump elogiando sua coragem.

6 de abril: Trump chama iranianos de "animais"

Questionado sobre crimes de guerra, Trump chamou os iranianos de "animais", alegando que mataram dezenas de milhares de pessoas.

7 de abril: Adiamento do ultimato

Pouco antes do prazo expirar, Trump adiou o ultimato por duas semanas, condicionando um acordo à abertura completa do Estreito de Ormuz, após ameaças anteriores de destruição.