Irã confirma morte do líder supremo Ali Khamenei e lança nova onda de ataques contra bases dos EUA
Irã confirma morte de Khamenei e ataca bases dos EUA no Oriente Médio

Irã anuncia morte de líder supremo e intensifica confronto com potências ocidentais

O Exército do Irã confirmou neste domingo (1º) a realização de uma nova onda de bombardeios contra bases militares dos Estados Unidos localizadas no Oriente Médio. A ação ocorre poucas horas após a confirmação oficial da morte do aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do país que comandou a nação por quase quatro décadas.

Ofensiva iraniana contra instalações americanas

"Há poucos minutos, pilotos da Força Aérea do Exército da República Islâmica do Irã bombardearam com sucesso, em várias etapas de operação, bases dos Estados Unidos em países da região do Golfo Pérsico e no Iraque", afirmou o Ministério da Defesa iraniano em comunicado transmitido pela agência estatal Irib.

Os novos ataques foram anunciados pouco após as 4h no horário de Brasília e representam uma resposta direta às declarações do presidente norte-americano Donald Trump, que havia ameaçado "atingir o Irã com força nunca vista antes" caso o país voltasse a retaliar os ataques norte-americanos e israelenses.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre quais bases específicas dos EUA na região foram alvejadas pelo Irã, nem a extensão dos danos causados pelos bombardeios.

Confirmação da morte do líder supremo

A morte de Ali Khamenei foi inicialmente confirmada pela agência estatal Fars em seu perfil no Telegram, que anunciou: "O líder supremo da Revolução foi martirizado". Posteriormente, o apresentador da televisão estatal iraniana fez o anúncio oficial visivelmente emocionado, enquanto imagens mostravam celebrações nas ruas de algumas cidades do país.

O gabinete do governo iraniano, liderado pelo presidente Masoud Pezeshkian, declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral em homenagem ao falecido líder. Em nota oficial, o governo classificou o episódio como um "crime" que "marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo".

Segundo informações oficiais, Khamenei foi morto em seu local de trabalho na manhã de sábado, durante os ataques coordenados dos Estados Unidos e Israel. A nota do governo iraniano destacou que "seu martírio em seu local de trabalho provou, mais uma vez, a falsidade das alegações sobre ele viver escondido por medo de assassinato".

Reações internacionais e escalada do conflito

O presidente Donald Trump afirmou em suas redes sociais que Khamenei "não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos Estados Unidos, em parceria com Israel". Ele descreveu o líder iraniano como "uma das pessoas mais malignas da História" e declarou que sua morte representa justiça não apenas para o povo iraniano, mas para vítimas em todo o mundo.

Trump ainda anunciou que os bombardeios contra o Irã continuarão com o objetivo de alcançar "paz no Oriente Médio e no mundo", e fez um apelo para que integrantes da Guarda Revolucionária e das forças de segurança iranianas se unam à população.

Por sua parte, o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu afirmou haver indícios concretos da morte de Khamenei e declarou que forças israelenses destruíram um complexo usado pelo líder supremo. Netanyahu ainda fez um apelo direto à população iraniana para que "não perca a oportunidade" de se levantar contra o regime.

Contexto dos ataques e retaliações

Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, resultando em 201 mortos e 747 feridos segundo informações da rede humanitária Crescente Vermelho divulgadas pela imprensa iraniana. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades do país.

Entre as vítimas dos ataques estão:

  • O ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh
  • O comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour
  • Diversos comandantes da Guarda Revolucionária
  • Altos funcionários ligados ao programa nuclear iraniano

Em resposta imediata, o Irã disparou mísseis contra Israel e atacou bases americanas no Oriente Médio, resultando em:

  1. Ativação de sirenes de alerta em território israelense
  2. Explosões em países como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos
  3. Morte de uma pessoa em Abu Dhabi após interceptação de mísseis
  4. Quatro mortes na Síria após impacto de míssel iraniano
  5. Fechamento do Estreito de Ormuz por motivos de segurança

O governo americano afirmou que os danos às suas bases militares na região foram "mínimos" e que nenhum militar norte-americano ficou ferido durante os ataques iranianos. Netanyahu, por sua vez, declarou que "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias, indicando uma escalada contínua do conflito.

O Corpo da Guarda da Revolução Islâmica emitiu comunicado afirmando que continuará "poderosamente o caminho de seu guia para defender o precioso legado deste líder supremo", enquanto a situação na região permanece extremamente tensa com possibilidade de novos confrontos.