Irã anuncia ataque ao gabinete de Benjamin Netanyahu; Israel não confirma ofensiva
A tensão no Oriente Médio disparou nesta segunda-feira, 2 de março de 2026, após a Guarda Revolucionária do Irã reivindicar a autoria de um ataque com mísseis contra o gabinete do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o quartar-general do comandante da Força Aérea de Israel. A agência de notícias Fars divulgou um comunicado do exército ideológico da República Islâmica afirmando que os alvos foram atingidos, utilizando mísseis do tipo Kheibar.
Reação iraniana a ataques anteriores
Este ataque é uma resposta direta aos bombardeios lançados no último sábado, que resultaram na morte do líder supremo Ali Khamenei e de vários chefes militares iranianos. As ofensivas do fim de semana causaram a morte de mais de 500 pessoas, elevando o nível de conflito na região a um patamar crítico. A situação se agravou com a escalada de hostilidades entre as nações envolvidas.
Negociações com os Estados Unidos são negadas
Em meio à crise, Ali Larijani, chefe do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã, declarou que o país “não negociará com os Estados Unidos”. Esta afirmação contradiz declarações anteriores do ex-presidente americano Donald Trump, que sugeriu que as novas lideranças iranianas estariam dispostas a retomar as conversações após os ataques. Larijani utilizou a rede social X para negar informações da imprensa sobre tentativas de diálogo com o governo Trump.
As negociações nucleares entre Teerã e Washington, que estavam em curso, foram interrompidas pela onda de violência. A falta de confirmação por parte de Israel sobre o ataque anunciado pelo Irã adiciona uma camada de incerteza à situação, mantendo o mundo em alerta para possíveis desenvolvimentos no conflito.
