Irã afirma ter atacado gabinete de Netanyahu e rejeita negociações com EUA
Irã ataca gabinete de Netanyahu e rejeita diálogo com EUA

Irã anuncia ataque ao gabinete de Netanyahu e endurece posição contra EUA

O governo iraniano afirmou nesta segunda-feira, dia 2, ter realizado um ataque direto ao gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, conforme informações divulgadas pela agência de notícias AFP. Até o momento desta publicação, o governo israelense ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o suposto atentado, mantendo um silêncio estratégico diante das acusações.

Negociações com Estados Unidos são categoricamente rejeitadas

Em um movimento que intensifica as tensões na região, o chefe de Segurança do Irã, Ali Larijani, declarou nesta segunda-feira que o país não negociará com os Estados Unidos sob nenhuma circunstância. Esta posição representa uma contradição direta às afirmações do ex-presidente norte-americano Donald Trump, que no domingo, dia 1, havia sugerido que a nova liderança iraniana demonstrava interesse em retomar as conversas diplomáticas.

Larijani foi enfático em suas declarações através da rede social X, onde escreveu: "Não negociaremos com os Estados Unidos". Em outra publicação, o secretário iraniano acusou Trump de ter mergulhado a região no caos com suas "fantasias delirantes" e de transformar seu slogan "América Primeiro" em "Israel Primeiro", sacrificando soldados americanos pelas ambições israelenses.

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Trump mantém postura beligerante e ameaçadora

Do lado norte-americano, Donald Trump reafirmou em pronunciamento nas redes sociais que a campanha militar no Irã continuará até que todos os objetivos estratégicos dos Estados Unidos sejam completamente atingidos. Em um discurso de seis minutos, o ex-presidente prometeu vingar a morte dos três militares americanos mortos durante a retaliação iraniana e emitiu um ultimato direto às forças armadas do país persa.

"Eu faço um apelo à Guarda Revolucionária, aos militares do Irã, policiais: entreguem as suas armas e recebam total imunidade, ou encarem a morte certa", declarou Trump em tom ameaçador. O republicano ainda estimou que o conflito deve se arrastar por aproximadamente quatro semanas, considerando a dimensão territorial e a capacidade defensiva do Irã.

Mediação de Omã encontra resistência iraniana

Embora o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, tenha afirmado ao chanceler de Omã, Badr Albusaidi, que Teerã estaria aberta a "esforços sérios" para reduzir a tensão após os ataques israelenses e norte-americanos, Larijani negou qualquer iniciativa de retomada das negociações através de intermediários omanenses. Omã tem atuado historicamente como mediador nas discussões nucleares entre Washington e Teerã, buscando aproximar as partes em meio às sucessivas crises diplomáticas.

Contexto do conflito e balanço dos ataques

Os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque coordenado de grande escala contra o Irã na manhã de sábado, dia 28, resultando em 201 mortos e 747 feridos segundo informações da imprensa iraniana com base em dados do Crescente Vermelho. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades do país, com alvos incluindo instalações ligadas ao programa nuclear iraniano.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e atacou bases americanas no Oriente Médio, embora o Exército dos EUA tenha informado que nenhum militar norte-americano ficou ferido e que os danos às instalações foram "mínimos". O Estreito de Ormuz, uma das principais rotas de transporte de petróleo do mundo, foi fechado por motivos de segurança conforme anunciado pela agência estatal iraniana Tasnim.

Benjamin Netanyahu, em pronunciamento oficial, declarou que a ofensiva matou comandantes da Guarda Revolucionária e altos funcionários vinculados ao programa nuclear iraniano, prometendo que "milhares de alvos" serão atacados nos próximos dias. O primeiro-ministro israelense ainda fez um apelo direto à população iraniana para que se levante contra o regime e proteste nas ruas, afirmando que "esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração".

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A situação permanece extremamente volátil, com ambos os lados demonstrando pouca disposição para o diálogo e preparando-se para possíveis escaladas do conflito que já causou centenas de vítimas e ameaça desestabilizar ainda mais a já conturbada região do Oriente Médio.