Irã ameaça destruir instalações ligadas aos EUA após ameaças de Trump
Irã ameaça destruir instalações ligadas aos EUA

Irã promete destruição total de instalações com vínculos americanos no Golfo Pérsico

Em uma escalada retórica significativa, um porta-voz do quartel-general central de Khatam al-Anbiya, afiliado à Guarda Revolucionária do Irã, anunciou uma ameaça direta contra interesses norte-americanos na região. Citado pela imprensa local, o representante militar declarou que todas as instalações petrolíferas, econômicas e energéticas pertencentes a empresas da região que sejam parcialmente controladas pelos Estados Unidos ou que cooperem com o país serão imediatamente destruídas e reduzidas a cinzas.

Resposta às declarações de Trump sobre a Ilha de Kharg

O anúncio foi caracterizado como uma resposta direta às declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrito pelo porta-voz como agressivo e terrorista. Na sexta-feira, através de sua rede social Truth Social, Trump afirmou que as forças norte-americanas aniquilaram alvos militares na Ilha de Kharg, o principal terminal de exportação de petróleo do Irã no Golfo Pérsico.

O presidente norte-americano escreveu que o exército realizou um dos ataques aéreos mais poderosos da história do Oriente Médio, destruindo completamente todos os alvos militares em Kharg. Ele acrescentou uma advertência explícita: Optei por não destruir as infraestruturas petrolíferas da ilha. No entanto, se o Irã, ou qualquer outro país, fizer algo para impedir a passagem segura e livre de navios pelo Estreito de Ormuz, reconsiderarei imediatamente minha decisão.

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Contexto de tensão militar e movimentação de tropas

Este intercâmbio de ameaças ocorre em um cenário de intensificação militar na região. As Forças Armadas dos EUA informaram, também na sexta-feira, o envio de 2.500 fuzileiros navais e um navio de assalto anfíbio para o Oriente Médio, representando um grande reforço de tropas após quase duas semanas de conflito aberto com o Irã.

Paralelamente, o Irã tem conduzido ataques generalizados com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos do Golfo, além de ter efetivamente fechado o Estreito de Ormuz – um ponto crítico por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente. Em retaliação, aviões de guerra norte-americanos e israelenses continuam a bombardear alvos em território iraniano.

Declarações de líderes e perspectivas de conflito

O presidente do parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, já havia alertado na quinta-feira que Teerã abandonaria toda a contenção caso os Estados Unidos e Israel atacassem as ilhas iranianas no Golfo. Do lado americano, em entrevista à Fox News, Donald Trump afirmou que a guerra vai acabar quando eu sentir isso nos ossos, demonstrando uma postura mais cautelosa sobre a possibilidade de derrubar o governo islâmico.

Em Washington, D.C., o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, forneceu números que ilustram a escala dos combates: mais de 15 mil alvos inimigos já foram atingidos, o que representa uma média de mais de mil por dia desde o início das hostilidades. Esta troca de ameaças públicas entre o Irã e os Estados Unidos marca um novo patamar de tensão, com o petróleo e a infraestrutura energética no centro da disputa geopolítica, elevando os riscos de uma crise regional mais ampla e com impactos globais.

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