Exército iraniano promete 'caçar' militares dos EUA e Israel após exigência do líder supremo
Irã ameaça caçar militares dos EUA e Israel após ordem de líder

Exército iraniano promete 'caçar' militares dos EUA e Israel após ordem do líder supremo

O novo líder supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei, exigiu nesta sexta-feira, 20 de março de 2026, que o regime "retire a segurança de seus inimigos internos e externos". A declaração ocorre em meio à guerra que o país trava contra os Estados Unidos e Israel, que já completa 21 dias de conflito aberto.

Condolências e ameaças após morte de ministro

As palavras de Khamenei vieram em um comunicado endereçado ao presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, oferecendo condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. O ministro foi assassinado por Israel em um bombardeio realizado na terça-feira, 17 de março, em um ataque que marcou mais um capítulo sangrento do conflito.

"Expresso minhas condolências pela morte do ministro da Inteligência, Esmail Khatib. Sem dúvida, a ausência dele deverá ser compensada com esforços redobrados dos demais responsáveis e funcionários desse sensível ministério", afirmou o líder supremo em nota publicada em suas redes sociais.

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Khamenei foi enfático ao determinar que o ministério deve responder "garantindo que a segurança seja retirada dos inimigos internos e externos e concedida a todos os compatriotas". A mensagem não mencionou a morte do general Ali Mohammad Naini, porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, que também foi morto nesta sexta-feira.

Exército iraniano intensifica retórica belicosa

Pouco após as declarações de Mojtaba Khamenei, o Exército iraniano elevou o tom das ameaças contra os adversários. As Forças Armadas do Irã prometeram "caçar" autoridades e comandantes militares dos Estados Unidos e de Israel, ampliando o alcance das possíveis retaliações.

O porta-voz das Forças Armadas, Abolfazl Shekarchi, declarou pela TV estatal iraniana: "Estamos de olho em seus covardes oficiais e comandantes, pilotos e soldados perversos. De agora em diante, com base nas informações que temos sobre vocês, os calçadões, resorts e centros turísticos e de entretenimento do mundo também não serão seguros para vocês."

A ameaça explícita indica que os militares iranianos pretendem atingir alvos americanos e israelenses mesmo quando estiverem de férias ou praticando atividades de lazer, eliminando qualquer sensação de segurança fora dos campos de batalha tradicionais.

Contexto do conflito e situação do líder supremo

Mojtaba Khamenei não é visto em público desde que foi nomeado ao cargo antes ocupado por seu pai, o aiatolá Ali Khamenei, de 86 anos. O antecessor foi morto em um ataque aéreo israelense no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro de 2026.

Segundo autoridades americanas e israelenses, o novo guia xiita foi ferido no mesmo bombardeio que ceifou a vida de seu pai, o que explicaria sua ausência de aparições públicas durante estas três semanas de conflito intensificado.

Guerra entra em nova fase com uso de gás natural como arma

A guerra entre os Estados Unidos, Israel e o Irã entrou em seu 21º dia nesta sexta-feira com uma escalada significativa nas táticas empregadas. Os iranianos iniciaram uma nova fase de bombardeios ainda mais extensos contra estruturas de produção de gás natural no Oriente Médio.

Estes ataques se somam aos já realizados contra refinarias de petróleo, indicando uma estratégia clara do regime de Teerã: usar o combustível como arma geopolítica para pressionar o governo do presidente Donald Trump.

O objetivo declarado é forçar os Estados Unidos a "pisar no freio" diante da crescente pressão internacional e doméstica causada pelo aumento do preço do barril de Brent e pela ameaça de inflação generalizada subsequente. A economia global já sente os efeitos desta guerra que transformou recursos energéticos em instrumentos de conflito.

O cenário atual mostra um Irã determinado a retaliar cada perda significativa com ameaças ampliadas, enquanto expande o teatro de operações para além dos campos de batalha convencionais. As declarações desta sexta-feira marcam um ponto de inflexão na retórica belicista que promete prolongar e intensificar um conflito com implicações globais cada vez mais profundas.

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