Presidente do Parlamento iraniano alerta Trump: 'Oriente Médio vai queimar'
O influente presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, advertiu o presidente americano, Donald Trump, neste domingo, 5 de abril de 2026, que suas "ações insensatas" poderiam fazer "toda a nossa região queimar". A declaração ocorre em meio a tensões crescentes entre os dois países, com o líder iraniano acusando Trump de seguir ordens do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu.
Acusações e ameaças em rede social
Em uma postagem no X, anteriormente conhecido como Twitter, Ghalibaf escreveu em inglês: "Suas ações insensatas estão arrastando os Estados Unidos para um verdadeiro INFERNO para cada uma das famílias, e toda a nossa região vai queimar porque você insiste em seguir as ordens de Netanyahu". O político iraniano acrescentou que "a única solução real é respeitar os direitos do povo iraniano e encerrar este jogo perigoso".
Contexto das tensões
A fala do líder iraniano acontece após Trump ameaçar novamente o Irã, usando linguagem agressiva para exigir a reabertura do Estreito de Ormuz. O estreito, uma passagem naval crucial para o transporte de petróleo global, foi mantido fechado pelo regime iraniano em represália a bombardeios promovidos por Estados Unidos e Israel.
Na mensagem, Trump empregou palavrões e xingamentos, referindo-se ao Estreito de Ormuz como "maldito" e ameaçando bombardear usinas de energia e pontes no Irã se o ultimato não fosse atendido até a próxima terça-feira. Ele declarou: "Terça será o Dia das Usinas de Energia e o Dia das Pontes, tudo em um só, no Irã. Não haverá nada igual! Abram o maldito Estreito, seus bastardos malucos, ou vocês vão viver no inferno – ESPEREM PARA VER. Louvado seja Alá".
Outros desenvolvimentos
Em outras mensagens neste domingo, Trump comemorou a operação que resgatou dois pilotos de um caça americano abatido em território iraniano, descrevendo-a como "milagrosa". No entanto, um dos pilotos está "gravemente ferido", segundo o republicano. Este incidente adiciona outra camada de complexidade às relações já tensas entre as nações.
As trocas verbais destacam a escalada de hostilidades na região, com implicações potenciais para a estabilidade global e os mercados de petróleo. Analistas observam que o fechamento do Estreito de Ormuz poderia desencadear uma crise energética mundial, dada sua importância estratégica.



