Irã alerta para evacuação de instalações petrolíferas no Golfo após ataques
Irã alerta para evacuação de instalações petrolíferas no Golfo

Irã emite alerta de evacuação para instalações petrolíferas no Golfo Pérsico

Após sofrer ataques contra suas infraestruturas energéticas, o Irã emitiu um alerta urgente, nesta terça-feira (18), para a evacuação de cinco importantes instalações de processamento de petróleo e gás localizadas no Catar, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos. Os possíveis danos a esses complexos estratégicos podem aprofundar significativamente a crise já existente no mercado global de energia.

Alvos específicos e ameaças iminentes

"Esses locais agora são alvos legítimos e podem ser atingidos nas próximas horas, instando os moradores locais a se deslocarem imediatamente para locais seguros", afirma o comunicado oficial da Guarda Revolucionária Islâmica, divulgado pela Press TV, empresa de mídia estatal do Irã. Os locais citados especificamente incluem a refinaria Samref e o complexo petroquímico Al-Jubail, na Arábia Saudita; o campo de gás Al-Hosn, nos Emirados Árabes Unidos; além do complexo petroquímico Al-Mesaieed e a refinaria de Ras Laffan, ambos no Catar.

A Guarda Revolucionária ainda pede que as pessoas se mantenham afastadas de "qualquer infraestrutura petrolífera associada aos Estados Unidos". A mídia estatal Fars News, do Irã, citou uma fonte militar persa alertando que "os mercados de energia certamente sofrerão um novo choque, e essas chamas roubarão a estabilidade dos regimes que apoiam o inimigo na região".

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Impacto imediato nos preços do petróleo

O preço do barril de petróleo Brent no mercado internacional já opera em alta de cerca de 5% nesta quarta-feira (18), sendo vendido a US$ 108 dólares. Os preços dos combustíveis têm subido consistentemente desde o início do conflito, principalmente devido ao fechamento do estratégico Estreito de Ormuz, por onde trafega aproximadamente 25% do petróleo mundial.

Retaliação direta a ataques anteriores

O país persa ameaça bombardear as instalações dos países do Golfo Pérsico em retaliação direta aos bombardeios realizados por Israel e pelos Estados Unidos contra instalações da indústria petrolífera iraniana. Os alvos anteriores incluíram as instalações em South Pars, considerado o maior campo de gás natural do mundo, localizado na fronteira com o Catar, e as instalações de refino de Asaluyed, na região costeira do Irã.

O comunicado das forças de defesa do Irã acrescentou que os governos árabes do Golfo Pérsico ignoraram sistematicamente os avisos iranianos, persistindo em uma "subserviência cega". "Já alertamos repetidamente seus líderes contra seguirem esse caminho perigoso e arrastarem seus povos para uma grande aposta com seu destino", enfatiza a nota oficial.

Reações das monarquias do Golfo

O ministro das relações exteriores do Catar, Majed Al Ansari, declarou que o ataque israelense contra instalações de energia do Irã constitui uma medida "irresponsável" em meio à escalada do atual conflito regional. "Atacar infraestruturas energéticas representa uma ameaça direta à segurança energética global, bem como aos povos da região e ao seu meio ambiente. Reiteramos, como já enfatizamos diversas vezes, a necessidade absoluta de evitar ataques contra instalações vitais", afirmou o chanceler da monarquia árabe.

Paralelamente, a Arábia Saudita realiza na noite desta quarta-feira (18), na capital Riad, uma reunião de emergência com países árabes e islâmicos para discutir a escalada da guerra na região. O objetivo declarado é "aprimorar a consulta e a coordenação sobre formas concretas de apoiar a segurança e a estabilidade regional". O país árabe ainda informou que dois mísseis balísticos e um drone foram interceptados com sucesso nesta quarta-feira na região Leste da Arábia Saudita, demonstrando a tensão crescente na área.

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