G7 se posiciona para ação no Estreito de Ormuz após crise no Oriente Médio
Os ministros das Relações Exteriores do G7 emitiram uma declaração conjunta neste sábado, 21 de março de 2026, afirmando que os países membros estão prontos para tomar todas as medidas necessárias para auxiliar na reabertura do Estreito de Ormuz. Este anúncio ocorre em resposta ao fechamento desta crucial rota marítima, que se seguiu ao início de um conflito armado no Oriente Médio, causando uma disparada imediata nos preços internacionais do petróleo.
Impacto econômico e condenação aos ataques
O bloqueio do estreito, uma via vital para o transporte de aproximadamente um quinto do petróleo global, desencadeou uma crise energética com repercussões mundiais. Os ministros do Canadá, França, Alemanha, Itália, Japão, Reino Unido, Estados Unidos e o principal diplomata da União Europeia expressaram apoio firme aos parceiros regionais e condenaram veementemente o que classificaram como ataques injustificáveis da República Islâmica do Irã e seus representantes.
Em comunicado oficial, o grupo destacou: "Condenamos veementemente os ataques imprudentes do regime contra civis e infraestrutura civil, incluindo infraestrutura energética". Eles exigiram o fim imediato e sem condições dessas ações, que têm perturbado a estabilidade e a segurança do fornecimento global de energia.
Contexto da crise e medidas propostas
A situação se agravou após uma série de incidentes que levaram ao fechamento forçado do estreito, localizado entre o Irã e Omã. Fotografias recentes, como a do porto de pesca de Al Aqir no emirado de Ras Al Khaimah, ilustram a paralisação das atividades na região. Os ministros do G7 enfatizaram seu compromisso em:
- Proteger as rotas marítimas essenciais para o comércio internacional.
- Apoiar esforços diplomáticos e operacionais para garantir a livre navegação.
- Colaborar com nações da região para restaurar a segurança energética global.
Esta movimentação do G7 reflete uma resposta coordenada à crescente instabilidade, com foco em mitigar os impactos econômicos e humanitários. A comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, enquanto os preços do petróleo continuam voláteis devido à incerteza.



