Explosão em base militar russa mata três perto de São Petersburgo; causa é desconhecida
Uma violenta explosão seguida de desabamento atingiu nesta terça-feira, 17 de fevereiro de 2026, um prédio da polícia militar russa em uma base do Exército em Sertolovo, cidade da região de Leningrado, ao norte de São Petersburgo. O incidente resultou em ao menos três mortes, com relatos de feridos ainda sendo apurados pelas autoridades locais.
Detalhes do desastre e resposta das autoridades
Parte dos andares superiores do edifício ruiu completamente, deixando uma enorme quantidade de escombros no local. O governador da região de Leningrado, Alexander Drozdenko, confirmou o ocorrido através de suas redes sociais, embora não tenha divulgado números específicos de vítimas. Ele afirmou ter determinado imediatamente o envio de forças de segurança para auxiliar os militares nas operações de resgate.
"Instruí as autoridades de segurança a ajudar o Exército a remover os escombros e resgatar os feridos", escreveu Drozdenko em sua publicação. O Comitê de Investigação da Rússia já abriu um inquérito para apurar possível violação das normas de segurança contra incêndio, indicando que a investigação está em andamento.
Causa desconhecida e receios de novos desabamentos
A causa exata da explosão permanece completamente desconhecida neste momento, e as autoridades russas afirmam que não descartam nenhuma hipótese em sua investigação preliminar. Há também um receio significativo de novos desabamentos na estrutura remanescente do edifício, o que complica as operações de resgate e aumenta os riscos para as equipes no local.
Vale destacar que explosões em edifícios na Rússia não são eventos incomuns e, frequentemente, estão associadas a vazamentos de gás, especialmente em construções da era soviética que podem apresentar infraestrutura envelhecida. No entanto, nenhuma confirmação oficial sobre essa possibilidade foi fornecida até o momento.
Contexto de tensão internacional
Curiosamente, o episódio ocorreu no mesmo dia em que delegações de Moscou e Kiev retomaram negociações em Genebra, na Suíça, com mediação dos Estados Unidos, buscando avançar em um acordo para encerrar a guerra iniciada pela Rússia em fevereiro de 2022. O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que as conversas devem abordar "questões principais", incluindo disputas territoriais e outras demandas já apresentadas por Moscou.
Do lado ucraniano, o secretário do Conselho de Segurança e Defesa Nacional, Rustem Umerov, declarou que a delegação atua de forma "construtiva", mas sem "expectativas excessivas". Sob pressão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, as partes já realizaram rodadas técnicas anteriores em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, discutindo troca de prisioneiros, monitoramento e possíveis mecanismos de retirada.
Até agora, o único resultado concreto dessas negociações foi a troca de 157 prisioneiros de cada lado. Entre os principais impasses permanecem o controle de áreas da região de Donetsk, no Donbass, a situação da usina nuclear de Zaporizhzhia e eventuais limitações às Forças Armadas ucranianas, além da possível renúncia de Kiev à adesão à Otan.



