Secretário de Defesa americano reafirma compromisso em levar guerra contra Irã até o fim
O secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, declarou nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, que o país está determinado a levar a guerra contra o Irã até o seu término completo. "Vamos acabar com isso", afirmou Hegseth durante coletiva de imprensa no Pentágono, marcada por um tom firme de defesa da ofensiva militar americana.
Metas estratégicas e progresso militar
O secretário evitou estabelecer prazos específicos para o fim das operações, afirmando que a decisão final caberá ao presidente Donald Trump, mas garantiu que os objetivos definidos pela Casa Branca "estão dentro do cronograma". Entre as metas citadas por Hegseth estão:
- Destruição de lançadores de mísseis balísticos
- Eliminação da infraestrutura industrial associada a esse armamento
- Neutralização da Marinha iraniana
- Redução da capacidade do país de desenvolver armas nucleares
Segundo dados apresentados pelo secretário, aproximadamente 7 mil alvos já foram atingidos no território iraniano pelas forças americanas, incluindo instalações estratégicas como a Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do país.
Impactos militares e situação atual
Hegseth e o chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine, afirmaram que os ataques reduziram em até 90% a capacidade de lançamento de mísseis e drones por parte do Irã. O secretário também destacou que a Marinha iraniana sofreu danos extensos e que a frota de submarinos do país estaria inoperante.
"Estamos vencendo de forma decisiva e nos nossos termos", declarou Hegseth. "Não temos medo de ir atrás de ninguém."
Apesar dessas afirmações, relatos de ataques continuam sendo registrados em diferentes pontos do Golfo, atingindo infraestruturas energéticas, militares e civis. A guerra, que já entrou na terceira semana, elevou significativamente a tensão no Oriente Médio, com impactos diretos no preço do petróleo e no comércio global.
Contexto emocional e apoio internacional
A fala do secretário ocorreu após uma conversa com familiares de seis militares americanos mortos na queda de um avião de reabastecimento sobre o Iraque na semana anterior. "Eles disseram: 'terminem isso, honrem o sacrifício deles, não hesitem, não parem até que o trabalho esteja concluído'", relatou Hegseth.
Durante a coletiva, o secretário também:
- Criticou a cobertura da imprensa sobre o conflito
- Adotou um tom religioso ao defender a campanha militar
- Elogiou o papel de Israel no conflito
- Afirmou que países do Golfo como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Bahrein e Kuwait têm se mobilizado para apoiar a operação
Cenário regional e perspectivas futuras
Apesar dos apelos internacionais por um cessar-fogo, autoridades americanas indicam que a ofensiva deve continuar nos próximos dias, com previsão de uma das maiores ondas de bombardeios desde o início do conflito. A situação no Estreito de Ormuz permanece particularmente tensa, com ameaças de bloqueio que afetam diretamente o fluxo comercial global.
O conflito já resultou em milhares de mortos e continua a gerar preocupação na comunidade internacional quanto à sua escalada e possíveis consequências geopolíticas de longo prazo para toda a região do Oriente Médio.



