EUA usam bombas GBU-72 'antibunker' em ataque a instalações iranianas no Estreito de Ormuz
EUA usam bombas GBU-72 'antibunker' em ataque ao Irã

EUA empregam bombas 'destruidoras de bunkers' em ataque a instalações iranianas

As Forças Armadas dos Estados Unidos confirmaram nesta terça-feira (17) o uso de algumas das bombas convencionais mais poderosas de seu arsenal em ataques a posições de mísseis iranianas localizadas ao longo da costa do Irã, próximo ao estratégico Estreito de Ormuz. O ataque teve como alvo específico instalações subterrâneas que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio, considerados uma ameaça à navegação internacional na região.

A poderosa GBU-72: características e capacidades

Os militares americanos revelaram ter utilizado bombas de penetração profunda de 5.000 libras (aproximadamente 2.300 kg), identificadas como GBU-72 Advanced 5K Penetrator. Este tipo de armamento, conhecido popularmente como "bomba antibunker", é projetado especificamente para destruir estruturas altamente reforçadas, incluindo instalações militares protegidas e bunkers subterrâneos que resistiriam a explosões convencionais.

A GBU-72 representa uma evolução "substancialmente mais letal" da arma anterior GBU-28, tendo sido testada pela primeira vez em 2021. Trata-se de uma bomba guiada de penetração capaz de:

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  • Atravessar camadas espessas de concreto armado
  • Alcançar bunkers subterrâneos antes de detonar
  • Concentrar o impacto no alvo, reduzindo danos colaterais
  • Ampliar a capacidade de destruição em profundidade

Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, a bomba foi projetada para superar barreiras fortificadas e atingir alvos profundamente enterrados, podendo ser transportada e lançada tanto por aeronaves de caça quanto por aviões de bombardeio.

Tecnologia de precisão e capacidade operacional

Um dos avanços significativos da GBU-72 em relação à sua predecessora é o sistema de orientação. Enquanto a GBU-28 utilizava orientação a laser, a nova bomba emprega um kit Joint Direct Attack Munition (JDAM), que converte bombas não guiadas em munições guiadas de precisão através de receptores GPS.

Esta tecnologia permite que os ataques aéreos sejam realizados em qualquer condição climática, superando limitações anteriores relacionadas a nuvens, fumaça ou outros elementos de obscurecimento que poderiam impedir o uso de armas guiadas a laser.

"Ela foi criada para substituir a GBU-28, que é outra penetradora poderosa, mas esta é guiada por GPS em vez de laser, então, faça chuva, sol ou neve, você vai atingir o alvo", explicou o sargento Zachary Schaeffer, do 57º Esquadrão de Munições, em material divulgado pela Força Aérea americana.

Contexto estratégico e comparação com outras armas

O ataque aéreo americano ocorreu após o Irã ter fechado o Estreito de Ormuz, uma via marítima crucial por onde flui aproximadamente um quinto do petróleo mundial, em retaliação ao conflito envolvendo os Estados Unidos e Israel.

Apesar de seu poder destrutivo, a GBU-72 é menos potente do que a GBU-57 Massive Ordnance Penetrator (MOP), uma bomba de 30.000 libras (13.600 kg) que os Estados Unidos já utilizaram contra instalações nucleares iranianas em junho de 2025. A GBU-57 é tão pesada que apenas o bombardeiro furtivo B-2 Spirit pode transportá-la e lançá-la.

Quanto à capacidade de penetração, a Força Aérea dos EUA não divulga dados específicos sobre as GBU-28 e GBU-72. Entretanto, sabe-se que o projeto original da GBU-28 previa capacidade de penetrar mais de 45 metros de terra e pelo menos 4,5 metros de concreto armado, indicando que a GBU-72 deve ter desempenho superior.

O custo estimado de cada unidade da GBU-72 é de aproximadamente 288 mil dólares, representando um investimento significativo em tecnologia militar de ponta. Este ataque marcou o primeiro uso em combate desta arma específica, demonstrando a capacidade americana de atingir alvos fortificados em profundidade com precisão avançada.

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