EUA utilizam superbomba GBU-72 em ataque a mísseis iranianos no Estreito de Ormuz
Os Estados Unidos empregaram uma de suas armas convencionais mais poderosas em um ataque realizado na terça-feira, 17 de março de 2026, contra posições de mísseis iranianos próximas ao estratégico Estreito de Ormuz. A operação envolveu a bomba antibunker GBU-72, um dispositivo de aproximadamente 2,3 toneladas projetado especificamente para destruir estruturas militares subterrâneas fortificadas.
Segundo informações de militares americanos, o alvo eram instalações que abrigavam mísseis de cruzeiro antinavio do Irã, considerados uma ameaça direta à navegação internacional. A região é uma das rotas marítimas mais sensíveis do planeta, com cerca de 20% do petróleo transportado no mundo passando pelo estreito que conecta o Golfo Pérsico ao oceano Índico.
O que é a GBU-72 e como funciona
A GBU-72 Advanced 5K Penetrator é uma bomba guiada de cerca de 2.300 quilos, desenvolvida para atingir alvos profundamente enterrados ou protegidos por estruturas reforçadas. Esta munição é capaz de atravessar camadas espessas de solo e concreto antes de detonar, o que aumenta significativamente sua capacidade de destruir bunkers militares, depósitos de armas ou centros de comando subterrâneos.
Este tipo de armamento pertence à categoria das chamadas bombas penetradoras. Diferentemente das bombas convencionais, que explodem no momento do impacto, elas continuam perfurando o solo até atingir uma determinada profundidade, detonando apenas então para concentrar a força destrutiva no interior do alvo.
A GBU-72 foi desenvolvida como uma evolução da GBU-28, usada pelos Estados Unidos desde a década de 1990. A nova versão foi testada pela primeira vez em 2021 e foi projetada para oferecer maior poder de destruição e precisão.
Tecnologia de ponta e custos elevados
Um dos principais avanços da GBU-72 está no seu sistema de orientação. A bomba utiliza o kit Joint Direct Attack Munition (JDAM), uma tecnologia que transforma bombas convencionais em munições guiadas por GPS. Este sistema permite que a arma seja utilizada em praticamente qualquer condição climática, ao contrário das bombas guiadas a laser, cuja precisão pode ser prejudicada por nuvens, fumaça ou poeira.
Além disso, o JDAM corrige a trajetória da bomba durante a queda, aumentando significativamente a chance de atingir o alvo com precisão. O custo estimado de cada unidade da GBU-72 é de cerca de US$ 288 mil, o equivalente a aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Capacidades de transporte e comparações com outras armas
As bombas GBU-72 podem ser transportadas e lançadas tanto por aeronaves de caça quanto de bombardeio, o que oferece flexibilidade operacional para as Forças Armadas americanas. No entanto, apesar do seu grande poder destrutivo, a GBU-72 não é a maior bomba antibunker do arsenal americano.
Esse posto pertence à GBU-57 Massive Ordnance Penetrator, uma munição muito mais pesada, projetada para atingir instalações subterrâneas ainda mais profundas. A GBU-57 pesa cerca de 13.600 kg e mede aproximadamente seis metros de comprimento. Devido ao seu tamanho, ela só pode ser transportada pelo bombardeiro furtivo B-2 Spirit, utilizando a força de seu próprio peso para penetração.
O uso da GBU-72 no Estreito de Ormuz destaca a contínua escalada de tensões na região e a disposição dos Estados Unidos em empregar tecnologia avançada para proteger interesses estratégicos globais.



