EUA 'provavelmente' responsáveis por ataque a escola que matou 175 no Irã, revelam jornais
Uma escola infantil para meninas na cidade de Minab, no sul do Irã, foi atingida durante ataques coordenados dos Estados Unidos e de Israel no último sábado, 28 de fevereiro de 2026, resultando na morte de pelo menos 175 pessoas, a maioria crianças. Este episódio marca o incidente mais letal do atual conflito que se desenrola no Oriente Médio, iniciado com esses bombardeios.
Evidências apontam para responsabilidade americana
Embora nenhum dos lados tenha assumido oficialmente a autoria do disparo, um conjunto robusto de evidências reunido pelo The New York Times e pela agência de notícias Reuters sugere fortemente que as Forças Armadas dos Estados Unidos foram as responsáveis pelo ataque. As investigações incluem análises de imagens de satélite recentemente divulgadas, publicações em redes sociais verificadas e vídeos geolocalizados, que corroboram a cronologia dos eventos.
O NYT indicou que a escola, cheia de estudantes no início da semana letiva iraniana, foi atingida simultaneamente a ataques a uma base naval próxima operada pela Guarda Revolucionária Islâmica. Declarações oficiais americanas reconheceram que, naquele momento, as forças dos EUA estavam bombardeando alvos navais perto do Estreito de Ormuz, onde a base está localizada.
Respostas oficiais e investigações em andamento
O Comando Central das Forças Armadas americanas afirmou estar investigando relatos do incidente, enquanto o Exército israelense disse "não ter conhecimento" de operações na área. Em coletiva de imprensa, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que o Departamento de Estado abriu uma investigação sobre o ataque, mas evitou confirmar ou negar a responsabilidade americana, respondendo "Não que saibamos" quando questionada diretamente.
Duas autoridades militares americanas, falando sob anonimato à Reuters, afirmaram ser "provável" que seu Exército tenha sido o responsável pelo bombardeio. No entanto, destacaram que a investigação ainda não chegou a uma conclusão definitiva e que novas evidências podem surgir para absolver os Estados Unidos.
Análises técnicas e implicações legais
Imagens de satélite da Planet Labs, encomendadas pelo NYT, mostram que múltiplos ataques de precisão atingiram pelo menos seis prédios da Guarda Revolucionária, além da escola. Quatro prédios dentro da base naval foram completamente destruídos, com marcas consistentes com esse tipo de operação.
N.R. Jenzen-Jones, diretor da Armament Research Services, analisou imagens da região e sugeriu que a escola e o complexo adjacente foram atingidos por munições explosivas provavelmente lançadas por via aérea. Ele ressaltou, porém, que atribuir responsabilidade exigiria analisar os restos das munições, algo difícil com o conflito em curso.
Reações internacionais e funeral emocionante
O escritório de Direitos Humanos da ONU pediu uma investigação independente, afirmando que "a responsabilidade de investigar o ataque recai sobre as forças que o realizaram". Ataques deliberados a estruturas civis, como escolas, podem configurar crimes de guerra segundo o direito internacional.
Imagens do funeral das vítimas, exibidas pela televisão estatal iraniana, mostraram pequenos caixões cobertos com bandeiras nacionais sendo transportados por uma multidão em Minab. Se confirmado o envolvimento americano, este seria um dos piores casos de vítimas civis em décadas de conflitos no Oriente Médio.



