Guerra no Irã: EUA avaliam suspender sanções e liberar reservas para conter disparada do petróleo
EUA planejam medidas para conter alta do petróleo na guerra do Irã

Guerra no Irã provoca disparada histórica do petróleo e leva EUA a considerar medidas emergenciais

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, anunciou nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, que o governo americano avalia tomar medidas urgentes para conter o choque nos mercados globais causado pela disparada do preço do petróleo, conectada diretamente à guerra no Oriente Médio. A situação se agravou significativamente após novos ataques retaliatórios iranianos contra infraestrutura energética no Golfo Pérsico.

Medidas consideradas pela Casa Branca para estabilizar mercados

Em entrevista à emissora Fox News, Bessent revelou que a administração do presidente Donald Trump considera duas ações principais para enfrentar a crise:

  1. Suspender temporariamente as sanções ao petróleo iraniano que já está sendo exportado, estimado em aproximadamente 140 milhões de barris
  2. Liberar reservas emergenciais de petróleo dos próprios Estados Unidos para aumentar a oferta global

Essas medidas são uma resposta direta ao impacto devastador dos recentes ataques iranianos, que provocaram uma alta renovada e abrupta nos preços dos combustíveis em todo o mundo.

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Ataques retaliatórios causam danos extensos na infraestrutura energética

Os novos disparos iranianos representaram uma retaliação direta a um ataque israelense ao campo de gás South Pars na véspera. Os danos foram significativos e abrangentes:

  • Catar: Bombardeios danificaram o terminal de Ras Laffan, a maior instalação de gás natural liquefeito do mundo
  • Kuwait: Drones provocaram incêndios em duas refinarias estatais
  • Arábia Saudita: Um importante terminal de exportação de combustível foi atingido
  • Emirados Árabes Unidos: Autoridades reportaram incidentes em instalações de gás e campos de petróleo causados por destroços de mísseis interceptados

Impacto imediato nos mercados globais de energia

As notícias dos ataques tiveram um efeito imediato e dramático nos preços internacionais:

O barril de Brent, referência mundial do petróleo, subiu quase 10% em um único dia, alcançando a marca de US$ 118. Simultaneamente, os preços do gás natural na Europa registraram aumentos de até 30%, refletindo a gravidade da interrupção no fornecimento e a incerteza sobre a continuidade dos fluxos energéticos da região.

Posicionamento militar americano e reações internacionais

Enquanto isso, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, realizou uma coletiva de imprensa no Pentágono onde afirmou que as forças americanas estão "vencendo de forma decisiva e em nossos termos". Hegseth revelou que, desde o início da guerra há quase três semanas, as Forças Armadas americanas atingiram mais de 7 mil alvos no Irã, danificando ou afundando mais de 120 navios da Marinha iraniana e deixando seus portos militares "paralisados".

Na Europa, a reação foi de alarme generalizado. O presidente francês, Emmanuel Macron, declarou em Bruxelas que "essa escalada é imprudente" e alertou que, se as instalações de produção de energia fossem destruídas, o impacto da guerra duraria muito mais tempo. Suas declarações ocorreram pouco antes de uma reunião de líderes da União Europeia para discutir a crise.

Contexto político e negociações em andamento

O governo Trump tem enfatizado que Israel agiu sozinho no ataque inicial ao campo de gás South Pars, mas ameaçou retaliar severamente caso ocorram novos ataques contra instalações de energia de aliados na região. A complexidade diplomática aumenta à medida que os Estados Unidos buscam equilibrar o apoio a seus aliados com a necessidade de estabilizar os mercados energéticos globais.

A guerra, que já dura quase três semanas, continua sem um prazo definido para seu término, conforme admitido pelo próprio secretário Hegseth, que se recusou a estabelecer qualquer cronograma durante sua coletiva. A situação permanece extremamente volátil, com implicações econômicas que se estendem muito além das fronteiras do Oriente Médio.

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