Secretário de Guerra dos EUA afirma que conflito com Irã 'não será eterno' e detalha objetivos
EUA: guerra com Irã 'não será eterna', diz secretário de Guerra

Secretário de Guerra dos EUA detalha objetivos em conflito com Irã e afirma que guerra 'não será eterna'

Em uma coletiva de imprensa realizada no dia 2 de março de 2026, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, atualizou as informações sobre o conflito em curso contra o Irã, declarando que a guerra "não será eterna" e expondo os objetivos específicos da administração norte-americana.

Objetivos claros e decisivos

Hegseth foi enfático ao afirmar que os Estados Unidos buscam destruir os programas nuclear e de mísseis do Irã, além de sua Marinha. "Às organizações de mídia e à esquerda política que gritam ‘guerra sem fim’, parem. Isto não é o Iraque. Isto não é interminável, nossa geração sabe melhor, e Trump também", declarou o secretário.

Ele complementou: "Esta operação tem uma missão clara, devastadora e decisiva: destruir a ameaça de mísseis, destruir a Marinha, e nada de armas nucleares. O Irã não terá armas nucleares. Estamos os atingindo de forma avassaladora e sem qualquer hesitação".

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Primeira declaração clara sobre os objetivos

Esta foi a primeira vez que uma autoridade dos EUA falou de forma transparente sobre os objetivos do país na guerra contra o Irã. Anteriormente, as justificativas para o conflito eram baseadas em afirmações genéricas ou contestadas, como a necessidade de "defender o povo americano" e alegações de que o Irã possuía mísseis capazes de atingir território norte-americano.

Hegseth acusou o Irã de planejar uma "chantagem nuclear contra o mundo" e afirmou que "os EUA não iniciaram essa guerra, porém Trump vai a encerrar". Ele destacou que as ambições nucleares do Irã, seus ataques a rotas de navegação globais e seu arsenal crescente de mísseis balísticos e drones representam riscos intoleráveis.

Contexto do conflito e atualizações

Os Estados Unidos e Israel lançaram um grande ataque contra o Irã na manhã de sábado, 28 de fevereiro de 2026, deflagrando uma guerra entre os três países. Explosões foram registradas em Teerã e em diversas outras cidades iranianas, resultando na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei, e de outros membros de alto escalão do governo e das forças armadas.

Segundo o Crescente Vermelho do Irã, 555 pessoas foram mortas desde o início dos ataques, em atualização divulgada na segunda-feira, 2 de março. Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, com trocas de ataques diárias que continuam a ocorrer.

Os EUA informaram que três militares do país foram mortos desde o início da guerra, e o presidente Donald Trump prometeu "vingá-los", afirmando que "haverá mais [mortes] antes que [a guerra] acabe", mas que os Estados Unidos desferirão o golpe mais devastador contra os que considera terroristas.

Detalhes operacionais e justificativas

O general Dan Caine, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas dos EUA, acompanhou Hegseth na coletiva e forneceu detalhes sobre o ataque, descrevendo-o com "velocidade, surpresa e violência". Hegseth argumentou que o regime iraniano "teve todas as chances" para fazer um acordo nuclear com os EUA, mas persistiu em suas ambições, criando um escudo convencional para sua chantagem nuclear.

"E nossas bases, nosso povo, nossos aliados — todos na mira", alertou o secretário de Guerra, reforçando a necessidade da ação militar. A declaração de Hegseth marca um momento significativo no conflito, oferecendo uma visão mais clara da estratégia norte-americana em meio a um cenário de intensa violência e incerteza regional.

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