Emirados Árabes Unidos interceptam centenas de mísseis e drones em ataques iranianos
O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou que os sistemas de defesa aérea do país interceptaram e destruíram nove mísseis balísticos, seis mísseis de cruzeiro e 148 drones nesta segunda-feira, 2 de março de 2026. A ação ocorreu em meio a uma série de ataques de retaliação do Irã, que foram desencadeados após uma ofensiva conjunta dos Estados Unidos e Israel no último sábado, 28 de fevereiro.
Defesa aérea alcança alta taxa de sucesso com apoio americano
Desde o início dos ataques, que visam bases militares americanas e países aliados de Washington no Oriente Médio, um total impressionante de 174 mísseis balísticos, oito mísseis de cruzeiro e 689 drones foram detectados em direção aos Emirados Árabes Unidos. Isso tornou o país a nação do Golfo Árabe mais visada por Teerã nesta campanha de bombardeios.
Segundo o ministério, as forças de defesa aérea conseguiram interceptar 161 mísseis balísticos, 645 drones e todos os oito mísseis de cruzeiro. Outros 13 mísseis balísticos caíram no mar, enquanto 44 drones atingiram o território do país. Os ataques resultaram em três mortos e 68 feridos nos Emirados Árabes Unidos.
As autoridades destacaram que as operações de defesa alcançaram uma taxa de sucesso superior a 90%, graças ao apoio dos sistemas de defesa aérea de alta altitude Terminal High Altitude Area Defense (THAAD) e dos mísseis MIM-104 Patriot, fornecidos pelos Estados Unidos.
Contexto dos ataques e reações internacionais
No sábado, 28 de fevereiro, Estados Unidos e Israel lançaram um ataque conjunto contra o Irã, matando dezenas de comandantes militares, políticos e o líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei. Em resposta, Teerã iniciou uma campanha de bombardeios sem precedentes por todo o Oriente Médio, atingindo com sucesso uma base naval americana no Bahrein, aeroportos em Abu Dhabi e no Kuwait, arranha-céus em Dubai e no Bahrein, bem como portos marítimos.
O ministério dos Emirados Árabes condenou veementemente os ataques, descrevendo-os como uma grave violação da soberania nacional e do direito internacional. Pelo menos 555 pessoas foram mortas no Irã até o momento pela campanha conjunta EUA-Israel, conforme informado pela Sociedade do Crescente Vermelho Iraniano.
Nove israelenses morreram devido à retaliação, além de cinco pessoas em países do Golfo visados por abrigarem bases militares americanas: uma no Kuwait, três nos Emirados Árabes Unidos e uma no Bahrein.
Declarações diplomáticas e tensões regionais
Apesar da escalada de violência, nesta segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi, assegurou que seu país não sente “nenhuma hostilidade” em relação aos países do Golfo. Em uma conversa telefônica com seu homólogo chinês, Wang Yi, Araghchi afirmou: “O Irã não tem nenhuma hostilidade em relação aos países do Golfo Pérsico e está determinado a manter relações de boa vizinhança com eles.”
Ele acrescentou: “A retaliação defensiva do Irã contra as bases militares americanas não deve ser considerada um ataque iraniano contra esses países.” Esta declaração busca mitigar as tensões, embora os ataques tenham causado danos significativos e perdas humanas nos Emirados Árabes Unidos e em outras nações da região.
Os eventos destacam a crescente instabilidade no Oriente Médio, com os Emirados Árabes Unidos na linha de frente dos conflitos, enquanto tentam defender seu território com tecnologia avançada e apoio internacional.
