Em uma reunião realizada nesta quinta-feira (19) em Riad, capital da Arábia Saudita, chanceleres e autoridades de doze nações do Oriente Médio emitiram uma forte condenação aos recentes ataques realizados pelo Irã contra alvos dentro de seus territórios. O encontro, que reuniu representantes de alto nível, destacou a crescente tensão na região desde o início da ofensiva dos Estados Unidos e Israel contra o território iraniano em 28 de fevereiro.
Exigências Conjuntas e Preocupações Regionais
Em uma declaração conjunta, os ministros exigiram a interrupção imediata dos bombardeios iranianos contra países vizinhos, como Catar, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Além disso, pediram que Teerã cessasse o apoio, financiamento e armamento de milícias afiliadas em nações árabes, uma prática que tem sido alvo de críticas internacionais há anos.
Contexto Histórico do Conflito
O Irã vem apoiando grupos extremistas na região, que fazem parte do autodenominado Eixo da Resistência. Coordenado pelo regime iraniano, este eixo é predominantemente formado por milícias xiitas e inclui organizações como Hezbollah, Houthis, Hamas (o único grupo sunita) e facções de apoio no Iraque e na Síria. Essas milícias têm sido centrais nos conflitos regionais, aumentando as preocupações sobre a estabilidade no Oriente Médio.
Participantes e Declarações Oficiais
O encontro reuniu autoridades do Catar, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Jordânia, Kuwait, Líbano, Paquistão, Arábia Saudita, Síria, Turquia e Emirados Árabes Unidos. Em suas discussões, os participantes focaram nos ataques iranianos contra Estados membros do Conselho de Cooperação do Golfo, condenando veementemente esses ataques deliberados.
Segundo um trecho da declaração, os ministros afirmaram que os ataques com mísseis balísticos e drones tiveram como alvo áreas residenciais e infraestrutura civil, incluindo:
- Instalações petrolíferas
- Estações de dessalinização de água
- Aeroportos
- Complexos residenciais
- Sedes diplomáticas
Os representantes enfatizaram que tais ações não podem ser justificadas sob nenhuma alegação ou forma, reforçando a necessidade de um cessar-fogo imediato e de medidas para restaurar a paz na região. Esta reunião marca um passo significativo na coordenação regional contra a agressão iraniana, com implicações potenciais para a política internacional e a segurança coletiva.



