Bombardeio em escola no Irã deixa 57 estudantes mortos e dezenas feridos
Um bombardeio atribuído a Israel resultou na morte de 57 estudantes nesta segunda-feira, 28 de outubro, em uma escola localizada em Minab, na província de Hormozgan, no Irã. A região é próxima ao estratégico estreito de Ormuz, e as informações foram confirmadas pela agência estatal IRNA.
Vítimas e resgate em andamento
De acordo com Mohammad Radmehr, governador do condado, outras 60 alunas ficaram feridas no ataque. Desse total, 53 ainda permanecem sob os escombros, indicando um cenário de extrema gravidade. Radmehr afirmou à IRNA que as equipes de resgate seguem mobilizadas nos trabalhos para localizar e salvar sobreviventes, em meio a condições desafiadoras.
Contexto do conflito regional
Este episódio ocorre após uma ofensiva coordenada realizada por Estados Unidos e Israel contra o Irã, na madrugada de sábado. Explosões foram registradas na capital, Teerã, além de pelo menos outras quatro cidades, intensificando as tensões na região. Em reação, o governo iraniano lançou mísseis em direção a Israel e também atingiu bases norte-americanas instaladas no Oriente Médio, escalando o conflito.
Alvos militares e informações conflitantes
Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, Israel declarou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos da ação militar. No entanto, ainda não há confirmação oficial sobre os resultados da operação, deixando dúvidas sobre o sucesso ou impacto desses ataques.
Mais cedo, fontes ouvidas pela Reuters indicaram que Ali Khamenei não estaria em Teerã no momento dos bombardeios, embora não existam detalhes específicos sobre seu paradeiro. Já a IRNA informou que o presidente Masoud Pezeshkian encontra-se em segurança, sugerindo que ele pode ter escapado ileso dos ataques.
Impacto humanitário e reações
O bombardeio na escola em Minab destaca o custo humano crescente do conflito, com vítimas civis, especialmente jovens estudantes, sendo afetadas diretamente. A comunidade internacional tem expressado preocupação com a escalada da violência, que ameaça a estabilidade regional e a segurança de populações inocentes.
Autoridades locais e organizações humanitárias estão monitorando a situação de perto, enquanto os esforços de resgate continuam em meio a incertezas sobre futuros desenvolvimentos militares e diplomáticos.
