Bauruense vive tensão com alerta de mísseis e cancelamento de cruzeiro em Dubai
Bauruense relata tensão com alerta de mísseis em Dubai

Bauruense relata tensão após alerta de mísseis e cancelamento de cruzeiro em Dubai

Uma moradora de Bauru, no interior de São Paulo, viveu momentos de intensa tensão durante uma viagem a Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, após alertas de mísseis e drones na região, decorrentes do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. A influenciadora digital Ana Lorenzetti, acompanhada do agente de viagens Carlos Volpe e um grupo de 17 turistas, teve seu cruzeiro cancelado e enfrentou incertezas sobre segurança e retorno ao Brasil.

Momento de nervosismo e alertas no celular

Ana Lorenzetti embarcou no sábado (28) para um cruzeiro que partiria de Dubai e visitaria outras cidades dos Emirados Árabes, além do Catar e Bahrein. Na mesma noite, ela e os demais passageiros receberam alertas em seus celulares, emitidos pelo governo, pedindo que permanecessem em segurança devido aos riscos de mísseis. "O momento mais tenso foi na noite do sábado, quando o governo mandou alertas, o que deu medo. Tivemos uma noite de nervosismo, tensão, mas onde tudo ontem foi voltando aos trilhos", relatou a influenciadora em entrevista ao g1.

Embora a cidade de Dubai não tenha sido diretamente atingida por mísseis, destroços de drones interceptados pelo sistema de defesa do país caíram na região de Palm Jumeirah, causando um incêndio em um edifício e ferindo quatro pessoas. O navio do cruzeiro permanece atracado em Dubai após o cancelamento da viagem, e os passageiros foram orientados a ficar no local por motivos de segurança, com autorização apenas para acessar a área de embarque.

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Situação se normaliza, mas incertezas persistem

Na segunda-feira (2), a situação em Dubai começou a se acalmar, com alertas oficiais informando que o comércio e o metrô retomaram as operações normais, e que o país estava fora de perigo. "E acredito que hoje será um dia mais tranquilo. Os residentes de Dubai já receberam hoje esse mesmo alerta, dizendo que o comércio, o metrô já voltou tudo ao normal e que o país está fora de perigo", completou Ana Lorenzetti.

No entanto, o grupo de turistas ainda não tem informações atualizadas sobre o retorno ao Brasil, inicialmente marcado para 7 de março. O aeroporto de Dubai foi fechado logo após os alertas no fim de semana, aumentando as incertezas sobre os planos de viagem.

Relatos de brasileiros residentes em Dubai

O g1 também ouviu o relato de uma brasileira natural de Marília, que mora há 10 anos em Dubai e pediu para não ser identificada. Ela confirmou que o fim de semana foi de muita tensão, com explosões ouvidas na cidade, que eram na verdade do sistema de defesa local interceptando mísseis e drones. "Foi tenso, pois a gente não sabia o que eram essas explosões na verdade. Ficamos à noite toda acordando, com o coração acelerado, indo pra sacada do prédio e olhando os prédios em volta, se algum estava em chamas", descreveu.

Na segunda-feira, a situação se normalizou, com mensagens oficiais permitindo que as pessoas saíssem de casa, evitando aglomerações. Restaurantes, serviços de delivery e supermercados estão abertos, e não houve novos barulhos de explosões. "Dormimos a noite de domingo bem, e hoje de manhã foi enviada outra mensagem oficial pra gente falando que a situação estava sendo amenizada. Estamos esperançosos que logo o aeroporto de Dubai abra e tudo volte ao normal", afirmou a residente.

Contexto do conflito internacional

Os alertas em Dubai ocorrem no contexto de uma guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, que começou com um grande ataque dos EUA e Israel ao Irã na manhã de sábado (28). Explosões foram registradas em Teerã e outras cidades iranianas, resultando na morte do líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, e outros membros de alto escalão, com um total de 555 mortes relatadas pelo Crescente Vermelho do Irã até segunda-feira.

Em resposta, o Irã disparou mísseis contra território israelense e bases militares norte-americanas no Oriente Médio, com trocas de ataques diárias desde então. Os EUA informaram a morte de três militares e o presidente Donald Trump prometeu vingança, afirmando que "os Estados Unidos vão vingar seus mortos e desferir o golpe mais devastador aos terroristas".

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Este cenário de conflito tem impactado diretamente a segurança e os planos de viagem de turistas brasileiros, como Ana Lorenzetti e seu grupo, destacando os riscos globais em regiões instáveis.