Base militar britânica no Chipre é alvo de ataque com drones iranianos
Uma base militar do Reino Unido localizada no Chipre foi atingida por um ataque de drones promovido pelo Irã durante a madrugada desta segunda-feira, 2 de março de 2026. As instalações da Força Aérea Real (RAF) em Akrotiri, situadas no sul da nação insular, registraram danos limitados e nenhuma vítima foi contabilizada no episódio.
Tensões aumentam no terceiro dia de confrontos no Oriente Médio
O ataque ocorre no terceiro dia consecutivo de confrontos na região do Oriente Médio, coincidindo com o momento em que o Reino Unido se une à França e à Alemanha para preparar "ações defensivas" contra as atividades de Teerã. Um porta-voz do Ministério da Defesa britânico confirmou o incidente poucos momentos após sua ocorrência, destacando que as forças armadas estavam respondendo ao ataque e que a proteção das tropas na região estava no nível máximo de alerta.
"Nossas Forças Armadas estão respondendo a um ataque de drone na RAF Akrotiri, no Chipre. Nossa proteção de forças na região está no mais alto nível e a base respondeu para defender nosso povo", afirmou o representante oficial. O ataque levou à evacuação parcial da base militar, e a administração da instalação emitiu um alerta para civis residentes nas proximidades, recomendando que permanecessem em suas casas até novo aviso.
Segunda leva de drones é interceptada pelo governo do Chipre
Horas após o primeiro ataque, o governo do Chipre conseguiu interceptar uma segunda leva de drones que se dirigia em direção às bases britânicas em Akrotiri. Um porta-voz oficial de Nicósia declarou que "dois veículos aéreos não tripulados que se dirigiam em direção às bases britânicas em Akrotiri foram confrontados a tempo", evitando assim um possível novo ataque às instalações militares.
Embora a origem exata do lançamento dos drones ainda não tenha sido confirmada oficialmente, fontes do jornal inglês The Guardian indicam que é possível que o armamento tenha partido diretamente do território iraniano ou de algum de seus aliados na região, como o grupo Hezbollah, sediado no Líbano.
Reino Unido autoriza uso de bases para ataques americanos
Autoridades britânicas revelaram que os drones foram lançados pouco antes de o primeiro-ministro Keir Starmer anunciar que o Reino Unido permitiria que os Estados Unidos utilizassem suas instalações militares para bombardear locais de mísseis iranianos. Segundo o premiê, a decisão foi motivada pela postura cada vez mais imprudente do Irã, que estaria colocando vidas britânicas em risco direto.
"Tomamos a decisão de aceitar esse pedido para impedir que o Irã dispare mísseis na região, matando civis inocentes, colocando vidas britânicas em risco e atacando países que não estiveram envolvidos no conflito", declarou Starmer em uma mensagem gravada na noite de domingo. O líder britânico garantiu que as instalações seriam utilizadas apenas com "propósito defensivo específico e limitado" para atingir locais de armazenamento de mísseis, sem envolvimento direto das forças armadas da Grã-Bretanha.
Comunicado conjunto europeu promete ações defensivas
Em um comunicado conjunto divulgado anteriormente ao ataque, os governos de Londres, Paris e Berlim afirmaram estar prontos para "adotar ações defensivas necessárias e proporcionais" diante das ameaças iranianas, especialmente após os recentes ataques promovidos por Estados Unidos e Israel na região. O documento oficial indica que o trio de nações europeias poderá agir para "destruir na origem" as capacidades bélicas de Teerã, com eventuais medidas sendo coordenadas em conjunto com Washington.
O texto do comunicado destaca ainda que "a França, a Alemanha e o Reino Unido têm instado consistentemente o regime iraniano a pôr fim ao programa nuclear do Irã, a restringir seu programa de mísseis balísticos, a se abster de suas atividades de desestabilização na região e em nossos territórios, e a cessar a terrível violência e repressão contra seu próprio povo".
Plano de evacuação em massa para cidadãos britânicos
Paralelamente às tensões militares, o governo do Reino Unido anunciou a elaboração de um plano de evacuação em massa para cidadãos britânicos que se encontram presos em países do Golfo Pérsico devido à suspensão de voos na região. Estima-se que centenas de milhares de britânicos estejam atualmente em nações como:
- Israel
- Palestina
- Emirados Árabes Unidos
- Bahrein
- Catar
As autoridades orientaram todos os cidadãos a registrarem sua presença através de plataformas online e seguirem rigorosamente as instruções oficiais divulgadas pelos órgãos governamentais. A medida visa garantir a segurança dos britânicos em meio ao crescente conflito internacional que tem se intensificado nas últimas 72 horas.



