Atentado suicida em mesquita xiita no Paquistão deixa mais de 30 mortos e 169 feridos
Atentado em mesquita xiita no Paquistão: 31 mortos e 169 feridos

Atentado suicida em mesquita xiita no Paquistão deixa mais de 30 mortos e 169 feridos

Um ataque suicida devastador atingiu uma mesquita xiita em Islamabad, capital do Paquistão, nesta sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026, resultando em um trágico saldo de 31 mortos e 169 feridos. O incidente ocorreu durante as orações no templo Khadija Tul Kubra Imambargah, localizado em uma área semiurbana nos arredores da cidade, e é considerado raro na capital fortemente protegida, mas reflete uma crescente onda de terrorismo no país.

Detalhes do ataque e resposta das autoridades

Segundo informações das agências de notícias Reuters e AFP, o vice-comissário de Islamabad, Irfan Memon, confirmou em um comunicado que o número de mortos subiu para 31, enquanto os feridos levados para hospitais totalizam 169. Uma fonte policial que falou à AFP sob condição de anonimato revelou que o responsável pelo atentado foi um homem-bomba, que foi barrado no portão da mesquita antes de detonar os explosivos. Zafar Iqbal, um policial que se mobilizou ao local, disse à Reuters que a explosão atingiu o templo durante as orações desta sexta-feira.

Imagens que circulam nas redes sociais mostram corpos ensanguentados estendidos no chão da mesquita, cercados por estilhaços de vidro, destroços e fiéis em pânico. Um fotógrafo da AFP do lado de fora do Instituto de Ciências Médicas do Paquistão (PIMS) testemunhou dezenas de feridos chegando ao hospital para atendimento médico de emergência.

Contexto de violência sectária no Paquistão

O ataque ocorre em um contexto de crescente violência sectária no Paquistão, onde os xiitas, que são minoria na nação predominantemente muçulmana sunita de 241 milhões de habitantes, têm sido alvo frequente de ataques por parte de outras vertentes do islamismo. Grupos como o Tehreek-e-Taliban Pakistan (TTP), o braço paquistanês do Talibã, consideram os xiitas hereges e têm sido responsáveis por ataques anteriores.

Este não é o primeiro atentado recente em Islamabad; em 11 de novembro de 2025, outro ataque suicida matou 12 pessoas e feriu 27 na capital, embora nenhum grupo tenha reivindicado a responsabilidade na ocasião. A polícia e as autoridades de segurança estão investigando o incidente atual, enquanto a fonte policial alertou que o número de mortos pode aumentar ainda mais.

Reações oficiais e condenações

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, condenou veementemente o atentado, expressando profunda tristeza pela explosão e prometendo medidas para combater o terrorismo. Em declarações públicas, ele destacou a necessidade de união nacional frente a tais atrocidades.

Nas redes sociais, postagens de contas como OSINT PAKISTAN e Pakistan Reality Check compartilharam atualizações sobre o ataque, com uma delas afirmando que atacar adoradores xiitas não é política, é terrorismo sectário, ressaltando a gravidade da crise interna no país.

O ataque suicida em Islamabad serve como um lembrete sombrio dos desafios de segurança que o Paquistão enfrenta, com a violência sectária continuando a ceifar vidas e instigar medo entre as comunidades minoritárias. As investigações estão em andamento para identificar os responsáveis e prevenir futuros incidentes.