Ataques de Israel em Gaza deixam pelo menos doze mortos, reacendendo tensões na região
Ataques em Gaza matam 12 e reacendem tensão no Oriente Médio

Ataques israelenses na Faixa de Gaza resultam em pelo menos doze mortos

Os ataques realizados pelo exército israelense neste domingo, 15 de fevereiro de 2026, na Faixa de Gaza, deixaram pelo menos doze pessoas mortas, conforme anunciado pela Defesa Civil do território palestino. Este episódio ocorre apesar do cessar-fogo em vigor entre Israel e o Hamas desde 10 de outubro, reacendendo as tensões na região.

Israel alega resposta a violação do Hamas

O exército israelense afirmou ter respondido a uma violação da trégua pelo movimento islamista palestino na parte norte do território. Em um comunicado, o exército declarou que realizou ataques após identificar vários terroristas armados refugiando-se sob escombros perto de soldados israelenses, provavelmente após saírem de instalações subterrâneas, no setor de Beit Hanoun, no norte. O exército acrescentou que esses homens haviam cruzado a Linha Amarela, que demarca a área ainda ocupada por soldados israelenses desde a entrada em vigor do cessar-fogo.

Vítimas incluem civis e deslocados internos

Segundo a Defesa Civil, uma organização de primeiros socorros que opera sob a autoridade do Hamas, um dos ataques atingiu uma tenda que abrigava deslocados internos no norte de Gaza, resultando na morte de cinco pessoas. Outro ataque também deixou cinco mortos em Khan Younis, no sul do território, de acordo com a mesma fonte. Os hospitais Al-Shifa, na Cidade de Gaza, e Nasser, em Khan Younis, confirmaram ter recebido os corpos de várias vítimas.

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Osama Abu Askar, que perdeu um sobrinho nos ataques, relatou à AFP que quatro civis perderam suas vidas ao amanhecer no campo de Jabalia, enquanto dormiam na rua. Ele expressou frustração, dizendo: Israel não entende o que é um cessar-fogo ou uma trégua. Estamos vivendo sob uma trégua há meses, mas eles nos atacam. Dizem uma coisa e fazem outra.

Hamas acusa Israel de violar a trégua

O porta-voz do Hamas, Hazem Qassem, acusou o exército israelense de violar a trégua, afirmando em um comunicado: Atacar pessoas deslocadas em suas tendas é uma grave violação do acordo de cessar-fogo. Esta acusação destaca a crescente desconfiança entre as partes, com cada lado culpando o outro pela escalada da violência.

Contexto internacional e plano de Trump

Os Estados Unidos anunciaram em janeiro o início da segunda fase do plano do presidente Donald Trump para Gaza, que prevê uma retirada gradual de Israel do território, o desarmamento do Hamas e o envio de uma força internacional de estabilização. No entanto, os recentes ataques lançam dúvidas sobre a viabilidade deste plano e a estabilidade da região.

Este incidente sublinha a fragilidade do cessar-fogo e os desafios contínuos para alcançar uma paz duradoura no Oriente Médio. A comunidade internacional observa com preocupação, enquanto as vítimas e suas famílias enfrentam as consequências trágicas deste conflito renovado.

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