Rússia lança ofensiva massiva com mais de 400 drones e mísseis contra a Ucrânia, deixando cinco mortos
Ataque russo com 400 drones e mísseis mata cinco na Ucrânia

Ofensiva russa intensifica conflito com mais de 400 drones e mísseis na Ucrânia

A Rússia desferiu uma onda massiva de ataques contra a Ucrânia na noite de segunda-feira, 23 de março de 2026, utilizando mais de 400 drones e mísseis que resultaram em pelo menos cinco mortes e extensa destruição em diversas cidades. Esta foi a pior ofensiva em território ucraniano nos últimos dez dias, marcando uma escalada significativa no conflito que já dura anos.

Detalhes da ofensiva e impacto humanitário

De acordo com a Força Aérea da Ucrânia, as forças armadas russas lançaram sete mísseis balísticos, 23 mísseis de cruzeiro, quatro mísseis guiados lançados do ar e 392 drones contra onze regiões do país. Embora as unidades de defesa aérea ucranianas tenham interceptado 25 mísseis e 365 drones, os que conseguiram passar causaram estragos consideráveis em infraestruturas civis.

O presidente Volodymyr Zelensky reagiu imediatamente, afirmando em uma publicação no X: "Esses números mostram claramente que é necessária mais proteção para salvar vidas dos ataques russos. É importante continuar apoiando a Ucrânia". Sua declaração reforça o apelo urgente por mais assistência militar e humanitária da comunidade internacional.

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Cidades afetadas e relatos de sobreviventes

Diferentemente de ofensivas anteriores que focavam na capital Kiev, os ataques desta segunda-feira se espalharam por uma ampla gama de localidades:

  • Em Poltava, no centro do país, pelo menos duas pessoas morreram e outras doze ficaram feridas após bombardeios atingirem edifícios residenciais e um hotel.
  • Em Zaporizhzhia, cidade próxima à linha de frente, seis drones e seis mísseis balísticos destruíram um prédio, causando uma morte e nove feridos.
  • Em Kharviv, uma mulher de 61 anos perdeu a vida quando um drone atingiu um trem elétrico na madrugada de terça-feira.
  • Em Kherson, na região costeira, um civil morreu após uma bomba cair em sua residência.

O morador Dymtro Zaiets, de Zaporizhzhia, descreveu à Reuters o momento do ataque: "Reunimos nossas coisas rapidamente e descemos correndo as escadas. Tudo estava pegando fogo no nosso andar. Havia fumaça, e pegamos nosso filho de três meses e corremos para o abrigo subterrâneo. Meu carro está destruído. Todas as nossas janelas foram estouradas".

Impacto regional e condenação internacional

A ofensiva também afetou diretamente a vizinha Moldávia, danificando seu sistema elétrico. Um ataque na região de Odessa interrompeu a linha de transmissão Isaccea-Vulcanesti, usada pela Moldávia para importar eletricidade da Romênia. A presidente moldava, Maia Sandu, condenou veementemente as ações russas, declarando: "Rotas alternativas estão em vigor, mas a situação permanece frágil. A responsabilidade recai somente sobre a Rússia".

As autoridades ucranianas destacam que este tipo de operação tem se tornado frequente, ocorrendo ao menos três vezes por mês recentemente. Horas antes dos ataques, Zelensky havia alertado a população sobre uma iminente ofensiva em massa, dizendo em pronunciamento: "Por favor, prestem atenção às sirenes de ataque aéreo esta noite. Informações de inteligência indicam que a Rússia pode estar preparando um ataque em larga escala".

Esta nova onda de violência reforça a necessidade urgente de apoio internacional à Ucrânia, tanto em termos de defesa aérea quanto de reconstrução das áreas afetadas, enquanto o conflito continua a ceifar vidas e destruir infraestruturas civis.

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