EUA e Israel atacam o Irã em operação coordenada; Teerã responde com mísseis
Ataque de EUA e Israel ao Irã gera retaliação com mísseis

EUA e Israel realizam ataque coordenado contra o Irã; Teerã responde com mísseis

Neste sábado (28), Estados Unidos e Israel executaram um ataque militar coordenado contra o Irã, marcando uma escalada significativa nas tensões regionais. Explosões foram registradas na capital Teerã e em diversas outras cidades iranianas, incluindo Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah. Em resposta imediata, o Irã disparou mísseis contra território israelense e atacou bases americanas localizadas no Oriente Médio.

Alvos de alto perfil e resultados incertos

Israel afirmou que o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente Masoud Pezeshkian foram alvos diretos do ataque. No entanto, os resultados precisos desta ação ainda permanecem incertos. Fontes da agência Reuters indicaram que Ali Khamenei não se encontrava em Teerã no momento dos ataques, e seu paradeiro atual é desconhecido. A agência estatal iraniana IRNA, por sua vez, garantiu que o presidente Pezeshkian está em segurança.

Baixas e danos reportados

Os ataques resultaram em vítimas significativas e danos extensos. Segundo informações da Reuters, o ministro da Defesa do Irã, Amir Nasirzadeh, e o comandante da Guarda Revolucionária, Mohammed Pakpour, teriam morrido durante os bombardeios israelenses. A imprensa estatal iraniana relatou a morte de 51 estudantes em uma escola para meninas no sul do país, além de outras 15 pessoas em um ginásio na mesma região.

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O Exército israelense declarou ter atingido "centenas de alvos militares iranianos", com foco em lançadores de mísseis. Em resposta, o Irã lançou uma barragem de mísseis e drones contra Israel, acionando sirenes de alerta em todo o território. Explosões também foram ouvidas em países vizinhos como Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes Unidos, onde bases norte-americanas estão localizadas.

Contexto do programa nuclear iraniano

Esta escalada militar tem como pano de fundo central a longa disputa sobre o programa nuclear iraniano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, justificou o ataque afirmando que o objetivo é destruir as capacidades nucleares do Irã e proteger o povo americano. "Nós garantiremos que o Irã não terá uma arma nuclear", declarou Trump, reforçando a posição de sua administração.

Esta é a segunda vez em menos de um ano que os EUA atacam o Irã. Em junho de 2025, uma operação norte-americana já havia bombardeado estruturas nucleares iranianas em apoio a Israel. Embora danos graves tenham sido reportados na ocasião, a eficácia completa desses ataques permanece incerta.

Reações internacionais e declarações oficiais

Líderes globais expressaram preocupação com a situação. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, classificou os ataques como "extremamente preocupantes". O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que a ofensiva "criará as condições para que o povo iraniano tome as rédeas do próprio destino".

O Ministério das Relações Exteriores do Irã emitiu um comunicado denunciando uma "agressão militar criminosa" e pediu providências à Organização das Nações Unidas (ONU). Enquanto isso, o príncipe herdeiro iraniano Reza Pahlavi, figura da oposição, declarou nas redes sociais que "o momento de voltar às ruas está próximo".

Panorama geopolítico no Oriente Médio

O conflito destaca as complexas alianças na região:

  • Aliados dos EUA: Israel, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Jordânia, Bahrein, Kuwait e Egito.
  • Aliados do Irã: Iêmen (houthis), Hezbollah no Líbano, Hamas e Paquistão.

A situação permanece volátil, com temores de uma escalada ainda maior que poderia impactar a estabilidade global. Autoridades monitoram de perto os desenvolvimentos enquanto buscam evitar uma guerra mais ampla.

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