Argentina sinaliza envio de tropas ao Oriente Médio para apoiar EUA contra Irã
Argentina pode enviar tropas ao Oriente Médio para apoiar EUA

Argentina sinaliza envio de tropas ao Oriente Médio para apoiar EUA contra Irã

A Casa Rosada confirmou oficialmente que a Argentina pode enviar suas tropas ao Oriente Médio para apoiar os Estados Unidos no conflito contra o Irã, caso receba uma solicitação formal do governo norte-americano. O anúncio foi feito pelo porta-voz do governo argentino, Javier Lanari, em entrevista ao jornal espanhol El Mundo, destacando o alinhamento político do presidente Javier Milei com o ex-presidente Donald Trump.

Posicionamento estratégico e histórico de apoio

"Se os Estados Unidos solicitarem, sim. Qualquer assistência que eles considerem necessária será fornecida", afirmou Lanari, enfatizando a disposição argentina em colaborar militarmente. No entanto, o porta-voz esclareceu que não há conhecimento de qualquer pedido oficial nesse sentido feito por Washington a Buenos Aires até o momento.

Este não é o primeiro envolvimento da Argentina em conflitos no Oriente Médio. O país foi o único da América do Sul a participar da Guerra do Golfo no início da década de 1990, contribuindo com quatro navios em apoio ao então presidente norte-americano George Bush pai, após a invasão do Kuwait pelo Iraque.

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Críticas de Milei ao Irã e compromisso com valores ocidentais

O presidente Javier Milei aproveitou um ato público nas ruínas da embaixada de Israel em Buenos Aires para criticar duramente o Irã, relembrando os 34 anos do atentado terrorista que deixou 22 mortos e mais de 200 feridos em 17 de março de 1992. "Diante do terrorismo, não pode haver trégua", declarou Milei, posicionando-se ao lado de Estados Unidos e Israel.

Em seu discurso, o presidente argentino reforçou o compromisso com "os valores do Ocidente", "a moral como política de Estado" e "o combate ao flagelo do antissemitismo". Ele destacou que "Israel é um aliado estratégico do nosso país, valores compartilhados nos unem", justificando o apoio no conflito atual.

A Justiça argentina atribui tanto o ataque à embaixada de Israel quanto o atentado à associação judaica AMIA em 1994, que matou 85 pessoas, ao Irã e ao Hezbollah, fortalecendo as críticas do governo Milei ao regime iraniano.

Contexto político e alinhamento internacional

A sinalização de apoio militar ocorre em um momento de estreitamento das relações entre Argentina e Estados Unidos, com Milei seguindo políticas alinhadas às de Donald Trump. Recentemente, o governo argentino formalizou a saída do país da Organização Mundial da Saúde, criticando a gestão da entidade durante a pandemia e alegando falta de independência.

Especialistas temem que essas decisões possam isolar a Argentina em campanhas de saúde pública e vacinação, mas o governo mantém o foco no alinhamento estratégico com nações ocidentais. A possibilidade de envio de tropas ao Oriente Médio reflete essa postura, embora dependa de uma solicitação formal dos Estados Unidos para se concretizar.

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