ONU revela que 3,2 milhões de iranianos fugiram de casa após ataques de EUA e Israel
3,2 milhões de iranianos deslocados por ataques de EUA e Israel

ONU alerta para deslocamento massivo de iranianos após ataques de EUA e Israel

O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) divulgou nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, dados alarmantes sobre o impacto humanitário dos ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel ao Irã. Segundo a organização, aproximadamente 3,2 milhões de iranianos foram forçados a abandonar suas residências desde o início das hostilidades em 28 de fevereiro.

Fuga em massa das grandes cidades

Ayaki Ito, coordenador da equipe de apoio emergencial do Acnur, explicou que entre 600 mil e um milhão de famílias iranianas estão deslocadas temporariamente dentro do próprio país. A maioria está fugindo de Teerã e de outras grandes cidades urbanas, buscando refúgio principalmente nas zonas rurais e na região norte do território iraniano.

"O número de deslocados internos deve continuar aumentando enquanto persistirem as hostilidades", afirmou Ito durante o anúncio dos dados. A situação é particularmente preocupante porque representa uma das maiores crises de deslocamento interno registradas na região nas últimas décadas.

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Escalada do conflito no Oriente Médio

Os ataques iniciados em 28 de fevereiro por forças americanas e israelenses desencadearam um conflito de múltiplas frentes que já envolve 15 países diferentes na região do Oriente Médio. As Forças Armadas dos Estados Unidos afirmam ter atingido mais de 3 mil alvos distribuídos por todas as 31 províncias iranianas.

Em resposta, a República Islâmica do Irã lançou aproximadamente 500 mísseis e 2 mil drones contra alvos em países aliados de Washington na região. Embora muitos tenham sido interceptados por sistemas de defesa, vários atingiram estruturas críticas como aeroportos e refinarias no Golfo Pérsico.

Vulnerabilidade de refugiados e crise no Líbano

O Acnur também chamou atenção para a situação precária das famílias de refugiados acolhidas no Irã, em sua maioria de origem afegã. "Suas redes de apoio limitadas as tornam especialmente vulneráveis neste contexto de conflito", advertiu Ito.

Além da crise no Irã, o Líbano enfrenta sua própria emergência humanitária após ser arrastado para o conflito devido aos ataques da milícia Hezbollah contra Israel em apoio ao Irã. Mais de 700 mil libaneses já deixaram suas casas, particularmente no sul do país onde o Exército israelense lançou uma operação terrestre combinada com bombardeios aéreos.

Impacto humanitário em larga escala

Estima-se que aproximadamente 7,5 milhões de pessoas vivam em um raio de apenas 1 quilômetro de distância de pontos que foram atingidos por mísseis, bombas e drones desde o início das hostilidades. Esta proximidade com zonas de conflito direto aumenta exponencialmente os riscos para a população civil.

O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, afirmou nesta quinta-feira que a campanha militar está "em expansão", indicando que a situação humanitária tende a se agravar ainda mais nas próximas semanas. A ONU alerta que a combinação de deslocamentos massivos, destruição de infraestrutura crítica e a ampliação geográfica do conflito cria uma crise humanitária de proporções históricas na região.

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