Janela partidária de 2026 encerra com significativas mudanças nas bancadas mineiras
A janela partidária de 2026 terminou oficialmente às 23h59 da última sexta-feira, dia 3, desencadeando uma série de alterações na composição partidária dos representantes mineiros nas casas legislativas. Este período, previsto na legislação eleitoral, permite que deputados estaduais, federais e vereadores realizem a troca de partido sem o risco de perderem seus mandatos por infidelidade partidária.
Movimentações na Assembleia Legislativa de Minas Gerais
Na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a federação União Brasil-PP emergiu como a principal destinatária de novos filiados, recebendo cinco deputados estaduais. Em seguida, o PSD consolidou sua bancada com a adesão de quatro parlamentares. Por outro lado, os partidos que mais sofreram com as saídas foram o Cidadania e o PRD, cada um perdendo dois deputados.
Entre as mudanças mais notáveis estão:
- Adalclever Lopes, que saiu do PSD e ingressou no PV.
- Ana Paula Siqueira, que deixou a Rede para se filiar ao PT.
- Betinho Pinto Coelho, que migrou do PV para a União Brasil.
- Professor Wendel Mesquita, que saiu do Solidariedade e foi para a União Brasil.
Alterações na bancada mineira da Câmara dos Deputados
Na Câmara dos Deputados, a federação União Brasil-PP e o PL se destacaram como os principais destinos, cada um recebendo quatro novos parlamentares. Em contrapartida, o partido Avante liderou as perdas, registrando a saída de quatro deputados federais mineiros.
Algumas das trocas mais significativas incluem:
- André Janones, que deixou o Avante e se filiou à Rede.
- Delegada Ione e Greyce Elias, ambas saindo do Avante para ingressar no PL.
- Zé Silva, que migrou do Solidariedade para a União Brasil.
Mudanças no Senado Federal
No Senado, dois dos três representantes de Minas Gerais efetuaram a troca de partido. Carlos Viana deixou o Podemos e se filiou ao PSD, com expectativas de concorrer à reeleição. Já Rodrigo Pacheco saiu do PSD e ingressou no PSB, visando uma possível candidatura ao Governo de Minas Gerais.
Desincompatibilização de prefeitos mineiros
Paralelamente às trocas partidárias, ao menos quatro prefeitos de cidades de médio e grande porte em Minas Gerais se afastaram de seus cargos dentro do prazo legal para disputar as eleições. A desincompatibilização é uma exigência legal que busca evitar o uso da estrutura pública em benefício eleitoral.
Os casos mais emblemáticos são:
- Marília Campos (PT), prefeita de Contagem, que deixou o cargo para concorrer ao Senado.
- Gleidson Azevedo (Republicanos), prefeito de Divinópolis, que se afastou sem ainda confirmar o cargo almejado.
- Diego Oliveira (PSD), prefeito de Passos, que deixou a prefeitura para concorrer a deputado estadual.
Este período de janela partidária, que ocorre seis meses antes das eleições, é crucial para o rearranjo das forças políticas, definindo novas alianças e estratégias para os pleitos vindouros. As movimentações observadas refletem as dinâmicas internas dos partidos e as ambições políticas individuais dos parlamentares e gestores públicos mineiros.



