Belo Horizonte sanciona lei para proteger vereadores ameaçados com escolta e segurança
BH sanciona lei de proteção a vereadores ameaçados com escolta

Belo Horizonte implementa programa de proteção para vereadores em situação de risco

A Prefeitura de Belo Horizonte sancionou uma lei que cria o Programa Municipal de Proteção e Escolta a Parlamentares Ameaçados, estabelecendo medidas de segurança específicas para vereadores que enfrentem riscos à integridade física devido ao exercício de seus mandatos. A norma, publicada no Diário Oficial do Município na sexta-feira (17), inclui provisões para escolta pessoal, vigilância preventiva e reforço de segurança durante eventos e deslocamentos.

Diretrizes e procedimentos do programa

A nova lei define diretrizes claras para uma resposta rápida a ameaças, promovendo a cooperação entre a Câmara Municipal de Belo Horizonte, o Executivo e órgãos de segurança pública. Ela também institui protocolos formais para o registro e acompanhamento de casos de ameaça. O programa pode ser acionado mediante solicitação do vereador, que deve apresentar um boletim de ocorrência e outros elementos comprobatórios da ameaça.

A Mesa Diretora da Câmara será responsável por avaliar cada pedido. Se acolhido, os órgãos de segurança serão acionados para implementar medidas que podem incluir:

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  • Escolta pessoal em tempo integral ou parcial
  • Vigilância preventiva em residências e locais de trabalho
  • Reforço de segurança em atividades parlamentares, como sessões e eventos públicos

Além disso, a lei autoriza a celebração de convênios com forças de segurança e prevê o apoio da Guarda Civil Municipal, que receberá treinamento específico para atuar nesses casos. A regulamentação detalhada do programa ficará a cargo do Executivo municipal.

Contexto e motivação da lei

O projeto que originou a lei é de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL) e ganhou impulso após episódios recentes de ameaças contra parlamentares na capital mineira. Um caso emblemático ocorreu em março deste ano, quando a vereadora Jhulia Santos (PSOL) denunciou ter recebido e-mails com ameaças de morte, conteúdo racista e transfóbico, além de informações detalhadas sobre sua rotina e de familiares.

As mensagens foram enviadas para endereços institucionais e pessoais da parlamentar, bem como para setores da Câmara. Na ocasião, a Polícia Civil de Minas Gerais informou ter identificado um suspeito e instaurado procedimento investigativo. A Câmara respondeu reforçando a segurança da vereadora com escolta e acompanhamento da Guarda Municipal.

O presidente da Casa, Juliano Lopes (Podemos), classificou o caso como grave e afirmou que foram acionados o Ministério Público e a polícia. O Ministério Público Federal também orientou a formalização de representação para apuração do caso, destacando a seriedade das ameaças.

Impacto e expectativas

A sanção desta lei representa um passo significativo na proteção dos representantes eleitos em Belo Horizonte, refletindo preocupações crescentes com a segurança política no cenário atual. Espera-se que o programa não apenas ofereça proteção imediata, mas também sirva como um mecanismo dissuasivo para futuras ameaças, garantindo que os vereadores possam exercer suas funções sem temor.

A implementação prática do programa, incluindo a capacitação da Guarda Municipal e a integração com outros órgãos de segurança, será crucial para seu sucesso. A comunidade parlamentar e a sociedade civil acompanharão de perto os desdobramentos, na expectativa de que a medida contribua para um ambiente político mais seguro e respeitoso na capital mineira.

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