O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou nesta segunda-feira, 19 de janeiro de 2026, um dado alarmante sobre a formação médica no país. Mais de 30% dos cursos de Medicina no Brasil foram mal avaliados e agora enfrentam uma série de punições por conta da má qualidade do ensino oferecido.
Avaliação rigorosa e punições severas
As informações têm como base os resultados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed). O órgão anunciou que as instituições que não atingiram os padrões mínimos de qualidade sofrerão sanções. Entre as medidas punitivas estão a restrição de vagas para novos alunos.
Nos casos considerados mais graves, as punições serão ainda mais duras. As faculdades poderão ter a matrícula de novos alunos suspensa. Além disso, ficarão impedidas de participar de importantes programas federais de incentivo à educação, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Contexto e outros destaques
A divulgação dos dados sobre os cursos de Medicina foi um dos pontos altos do Giro VEJA desta segunda-feira. O boletim informativo também trouxe outros dois assuntos de grande relevância nacional e internacional.
No campo político, destacou-se a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro. O tema segue em discussão nos tribunais e gera constante atenção da mídia e do público.
No cenário internacional, o Giro VEJA apontou o aumento da tensão entre Estados Unidos e União Europeia. O foco do conflito é a disputa pela influência e por interesses estratégicos na Groenlândia, grande ilha localizada no Atlântico Norte, que é território autônomo dinamarquês.
O que significa para o futuro da Medicina no Brasil?
A reprovação de uma parcela tão significativa dos cursos de Medicina coloca um sinal de alerta sobre o sistema de ensino superior na área da saúde no Brasil. A medida do Inep visa coibir a proliferação de cursos com baixa qualidade e garantir que os futuros médicos recebam uma formação adequada.
Especialistas acreditam que a ação é necessária para proteger os estudantes e, principalmente, a população que dependerá do atendimento desses profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS) e na rede privada. A expectativa é que as punições forcem uma correção de rumo nas instituições penalizadas e elevem o padrão nacional do ensino médico.